Poemas à flor da pele

A Poemas é tri!

Trago para cá um dos maiores sucessos da comunidade Poemas à Flor da Pele, do orkut,
que é o Festival de Poemetos.
Deixo algumas opiniões sobre o assunto para que vcs saibam como fazê-los.

Opinião de Cairo Trindade, poeta e escritor do Rio de Janeiro
poemeto
soninha, se considerarmos q o haicai é um poemeto, aí td bem. mas o haicai é haicai, tem 3 versos, e a trova e a quadra têm 4 versos. então, o poemeto é um pequeno poema, geralmente com versos curtos, de no minimo 5 versos. agora vc decide se aceita ou não poemas com 2, 3 ou 4 vs. aí, então, qualquer poema curto será, impropriamente, considerado um pometo e vc teria q acrescentar no regulamento q os autores podem participar com dísticos, haicais, quadras e trovas. acho q não deveria. mais adiante, poderá então fazer concursos e festivais de haicai. acho mais correto.
os trovistas e os praticantes de haicai agradeceriam. valeu?

Opinião de Nélson (luz de vilanova), poeta e escitor de Belém do Pará

bem como sou um transgressor, vou transgredir;
poemeto posso até estar enganado, mas tem conotação de poema no diminutivo, definir poema em termos de quantidades de versos é algo mirabolante, se em termos versos limite é impossível, em termos de versos mínimos ou de termos mínimos também é; prefiro entender poema mesmo que contrareie os estabelecedores de normas como sendo qualquer composição com sentido em si podendo ser em qualquer estilo, por esta definição sendo poemeto diminutivo de poema é qualquer poema que contenha uma mensagem completa numa menor quantidade de versos , palavras ou até mesmo letras dependendo única e exclusivamente da capacidade de criação do artista.

um poemeto não deve necessáriamente ter mais de uma estrofe, pois mesmo sendo estrofes com poucos versos, o coloca na condição de poema.

o haicai é um poemeto com regras diferenciais.

-disticos, tercetos, quartetos, quintetos...são poemetos desde que todas as palavras se interrrelacionem para expor um mensagem com sentido.

-se alguém conseguir fazer um poemeto com mais de cinco versos, interrrelacionando todas as palavras num único sentido ou mensagem, este não só será um poemeto mas uma obra geniosa.

"eu te envolvo, tu me envulvas."(Edd Wilson-poeta-Belém-Pa)

Joaquim Moncks, Coordenador da Casa do Poeta Brasilieiro, poeta e escrito, Porto Alegre/RS

O POEMETO
Nasce o vocábulo por decorrência do POEMA composto em versos brancos, sem rimação. Mais do que qualquer definição de número de versos, o poemeto é a extrema síntese da contemporaneidade formal: a economia de signos, de palavras. Pleno de sugestionalidade, de transcendência, tem de explodir no 'alumbramento' de que nos falava Manuel Bandeira. É composto, quase todo de metáforas, buscando o neo-simbolismo. Eu me atreveria a dizer que, num bom poemeto, quase tudo é metapoesia. Ou seja, a desconjunção do clássico, sob o aspecto formal. Algo como foi o dadaísmo, na pintura. Quase tudo é niilismo, no poemeto. Talvez o comparável ao explodir de uma bolha de sabão: o translúcido que não é apenas água. O poetinha JM.

Bem depois de tanto falarem, e explicarem, assimilei que de 5 a 12 versos podemos considerar como sendo poemetos. Desde que o assunto interaja entre os versos, poxa não seria um poema?

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Respostas a este tópico

Pensa Mulher!

A gente pensa a vida tão quadradinha...
de repente vem um filho e muda tudo,
aí eu entendo por que tem que deixar rolar...
o mundo é redondo...

Soninha Porto

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É aquela velha retórica, Soninha... Os formatos existem para o exercício da criatividade. Não acho que engessa nada, só estabelece limites pra te ajudar a alcançá-los e superá-los. Sou amante da métrica, vocẽ sabe.
Tanto Sol é um conjunto de poemetos. Um deles é apropriado para este Festival, o BRANCO. Vou postar sem imagem, pra não ficar pesado.
Beijo.

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BRANCO
Algodão doçura imensa
Alvo puro imaculado
Nuvem plácida flutua
Fonte nua e virgem mãe
De toda cor evanescente
Glacial eternamente
Névoa bruma transparente
Santo branco alvo inocente.

GILDA KRAUSE

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Olá,segue um mini-poemeto...

minha mãe
doçura
algodão doce
algo tão doce.

sonia albuquerque -2009-

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MÃE
Kedma O'liver

Mulher de face serena
Doce cheiro de jasmim
Tez clara ou morena
Da um amor sem fim
É a mãe sempre presente
No coração e na mente
Colorindo o mundo da gente

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Mater modernitae
Corre, escorre.
Corre, acorre.
Corre, decorre.
Corre, socorre.
Corre, recorre.
Corre, percorre.
Corre, incorre.
Corre e morre.

Silvana Sampaio, 2009.

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Soninha,
é a primeira vez que participo de uma atividade do A flor da Pele. É aqui mesmo que devo postar o poemeto?
Foi uma experiência bem engraçada, nunca fiz um poema por encomenda...rs...para mim poemas tem sido transbordamento de emoções. Foi bastante curioso trabalhar de forma racional em algo quase irracional como são os poemas Dadá. Não sei se o resultado foi bom mas, posso dizer que a experiência foi ótima!
Beijos e parabéns pela iniciativa.
Silvana.

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mãe

tuas mãos
apagam amargura
teu corpo
leito ...
textura
*virgínia

abraços a todas mãe amigas deste grupo a ti Soninha meu aprêço e agradecimento pelo estímulo e cordial cormpartilhar do conhecimento

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O ADEUS

Eu pensei
que já crescera
Mal sabia
no tamanho da saudade
fiquei pequena
outra vez

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sim amiga aqui mesmo maravilha chegue mais.
Silvana Soares Sampaio disse:
Soninha,
é a primeira vez que participo de uma atividade do A flor da Pele. É aqui mesmo que devo postar o poemeto?
Foi uma experiência bem engraçada, nunca fiz um poema por encomenda...rs...para mim poemas tem sido transbordamento de emoções. Foi bastante curioso trabalhar de forma racional em algo quase irracional como são os poemas Dadá. Não sei se o resultado foi bom mas, posso dizer que a experiência foi ótima!
Beijos e parabéns pela iniciativa.
Silvana.

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Mãe
Tens o dom do amor
Encanto dos filhos teus
Em tí só vemos luz
Tuas mãos são laços
Que protegem os filhos teus

Beatriz

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Mãe

Teu sorriso tem o brilho das estrelas,
Que me irradia luz
Teu perfume é fragrância intensa
Que perfuma todo o meu ser
Mãe, você é meu maior encanto,
Em ti só vejo luz
A tua proteção é como um laço
Que a ti me prende...

Beatriz

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O HIV que você não vê (*)

No dia 1º de dezembro, o mundo inteiro prepara homenagens para lembrar os milhões de mortos pelo vírus HIV e, principalmente, a preocupação com a crescente contaminação da AIDS. No mundo, milhões de pessoas vivem com HIV. O vírus, conhecido inicialmente como aquele que atacava mais os homossexuais e os usuários de drogas injetáveis, quando foram descobertos os primeiros casos da moléstia, no final dos anos 70, em São Francisco (Estados Unidos), alastra-se cada vez mais. Os últimos relatórios do Programa Conjuntos das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), confirmam que todos são vulneráveis.
Não existe mais um único grupo de risco e todos são responsáveis pelo aumento do número de casos. Não basta usar a simbólica fitinha vermelha no dia 1º, adotado pela Organização das Nações Unidas (ONU), após um encontro de ministros da saúde de 140 países, reunidos em Londres, em 1988, como o Dia Mundial de Luta Contra a AIDS. Não basta mais chorar a perda dos nossos ídolos, conhecidos, amigos e amigas. É preciso despir-se do preconceito e da discriminação. Todos estão sujeitos a ser infectados pelo vírus. É preciso deixar de lados juízos parciais e a ignorância na divulgação dos estereótipos que marcaram a doença nos primeiros casos.
Hoje, existem os órfãos da AIDS, a quem devemos, no mínimo, emprestar solidariedade emocional e financeira pela omissão no início da descoberta da doença. Mas existem também as mulheres infectadas, os homens infectados, os usuários de drogas injetáveis, os transexuais, os jovens, os homossexuais, os heterossexuais e os casais pertencentes a relacionamentos monogâmicos. A única forma de prevenção a AIDS, conhecida até o momento, é o preservativo. E isso deve ser disseminado cada vez mais pela mídia, pelos formadores de opinião, pelas campanhas governamentais.
As formas de colaborar com a redução das pessoas infectadas pelo HIV são muitas e exigem, principalmente, uma maior ação ofensiva das três esferas de governo. Mas a nossa contribuição individual é decisiva. Como? Talvez colocando fim ao preconceito inicial da doença que matava mais rápido do que o vírus. Ou auxiliando mais os órgãos de apoio, como o Grupo de Apoio à Prevenção à Aids (GAPA). Ou investindo não só na distribuição gratuita de medicamentos, como o conhecido coquetel, mas também oferecendo aos portadores do vírus uma vida com qualidade.
Quando se fala em vida com qualidade, é conveniente lembrar que devemos também combater o vírus da tristeza, que contamina o portador do HIV; o vírus da desesperança, que baixa as defesas do infectado ao descobrir tanta ignorância em sua volta. E, especialmente, o vírus da omissão, que está infectando muita gente em pleno século XXI. Devemos lutar e participar dos movimentos para discutir a epidemia e descobrir novas formas de prevenção, além de propagar o uso da camisinha.
Porque já choramos a morte de tantos, como Rock Hudson, Henfil, Lauro Corona, Cazuza, Fred Mercury; Cláudia Magno; Renato Russo; Herbert de Souza (o Betinho), Sandra Bréa, Caio Fernando de Abreu, entre tantos outros que nos trazem saudades. Como lembrou a Rita Lee na música “O Gosto do Azedo”: sou a dor da tortura, uma nova ditadura, terminal da loucura, sou o vírus sem cura, sou o HIV que você não vê, mas eu vejo você”. Está na hora de celebrar a vida e não a morte de tantos pela Síndrome da Imunodeficiência Adquirida.


(*) Márcia Fernanda Peçanha Martins

Concurso de poesia de Natal


Poetas:
A Comunidade Poemas à Flor da Pele promove um concurso de poesias de Natal. Vejam os detalhes e participem

1. Tema: natal
- a poesia deve ser inédita
- tamanho não superior a um tópico do Orkut

2. Inscrições
2.1.Período de inscrições
01.12.09 à 15.12.09
2.2 Como se inscrever
Exclusivamente por e-mail enviado para o
endereçoconcursopoemasnatal@hotmail.com

3. Seleção
A escolha da poesia vencedora será feita por uma comissão de jurados que será preservada até o final do concurso e de conhecimento apenas da organização do concurso.

4. Informações
http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=12590356&tid=5409913743499793121

Datas comemorativas do mês de dezembro


1º - Dia Internacional da Luta contra a AIDS
- Dia do Imigrante
02 - Dia Nacional do Samba
- Dia da Astronomia
- Dia Pan-americano da Saúde
- Dia Nacional das Relações Públicas
03 - Dia Internacional do Portador de Deficiência
04 - Dia da Propaganda
- Dia do Orientador Educacional
08 - Dia Mundial da Imaculada Conceição
- Dia da Família
- Dia da Justiça
09 - Dia da Criança Defeituosa
- Dia do Fonoaudiólogo
10 - Declaração Universal Direitos Humanos
- Dia Internacional dos Povos Indígenas
- Dia Universal do Palhaço
11 - Dia do Arquiteto
- Dia do Engenheiro
13 - Dia do Cego
- Dia do Marinheiro
- Dia do Ótico
- Dia de Santa Luzia
14 - Dia Nacional do Ministério Público
18 - Dia do Museólogo
21 - Dia do Atleta
22 - Início do verão
23 - Dia do Vizinho
24 - Dia do Órfão
25 - Natal
26 - Dia da Lembrança
28 - Dia do Salva-vidas
31 - Reveillon

Maria Flor da Pele (*)

Maria é uma mulher como outra qualquer. Não foge à regra e tem suas rotinas femininas. Acordar, entrar no banho, tomar um café requentado e passar, rapidamente, margarina na fatia de pão dormido, vestir-se, espremer-se dentro de um ônibus lotado e ir trabalhar. Nos horários de intervalo, corre para aproveitar o tempo. Desvia os olhos das vitrines que liquidam sonhos.
Apesar de cumprir com quase todos os afazeres femininos, Maria foge dos padrões estereotipados de mulher. Por isso, é diferente. Expõe os sentimentos. Não nega que vive equilibrando suas emoções. Fala abertamente de seus desencontros. E se precisar desafia, interroga, enfrenta, chora, berra ou sussurra.
Seu sobrenome é Flor da Pele. Seu hobby é ler e o lazer é participar de saraus. O seu trabalho pode ser a medicina, advocacia, a educação. Seu prazer é fazer poesias. Não para ganhar dinheiro, porque sabe da falta de incentivo para a cultura, mas por paixão. É só ter tempo livre e está teclando com pressa ou escrevendo em um pedaço qualquer de papel versos e rimas.
Essa Maria tem cabelos não muito curtos, ondulados, de cor clara, que prende com uma tiara combinando com a roupa. As suas vestes são um pouco escandalosas, ou melhor, autênticas. É que Maria aprendeu a diferença das palavras e autêntica é uma escandalosa que a gente gosta. Mostra unhas curtas, quase um pouco roídas. Mas sempre pintadas de esmaltes com cores vivas. E ao empinar bem os peitos firmes, afirma, provocando inveja nas outras: “são perfeitos, parecem duas bolas”.
Essa mulher poderosa, charmosa e esbanjando alegria, não resiste a um palco, ainda que não seja exatamente o tradicional. Essa mulher exibida, espetaculosa e que distribui simpatia, sabe declamar muito bem poesias. Essa mulher talentosa e que arranca aplausos, gosta de recitar poesias. E sempre que pode, decora as poesias da comunidade do Orkut “Poemas à Flor da Pele”.
Ela é especial. Poderia ser tantas Marias: Reginas, Helenas, Cristinas, Lúcias... Mas é Maria Flor da Pele, com orgulho. Tanto que anuncia bem alto a sua chegada. Ela é especial. Poderia ser tantas mulheres: indecisas, inseguras, audaciosas, tímidas... Mas é uma mulher que tem poema no seu olhar, no rebolar, no trajar, no perfumar. Com muita vaidade.
Maria Flor da Pele já foi Fernando Pessoa e agradou. É, com frequência Shakespeare, e ouve pedido de bis. É qualquer poeta quando se faz de Estátua Viva nas praças e parques de Porto Alegre, nas ruas de Bento Gonçalves ou praias do Rio de Janeiro.
É Maria por ser um nome quase universal e expressar o sentimento de qualquer mulher. E é Flor da Pele porque é a nova personagem criada pelo ator Marcos Bahrone para se apresentar nos eventos da comunidade “Poemas à Flor da Pele”. Um presente do talentoso Bahrone para as mulheres à flor da pele.
(*) escrito por Márcia Fernanda Peçanha Martins

Saia de saia (*)(**)

Hoje, coloque uma roupa
bem à vontade e saia.
Simplesmente, saia.
Por aí, sem medo.
Desfile como majestade
e convoque toda a laia.
Faça uma gandaia.
Mande até torpedo.
O que vale é se mostrar
com micro ou minissaia.
Vista-se de cobaia.
Escreva o enredo.
Não esconda suas formas
e silencie a vaia.
Fim da maracutaia
do corpo em segredo.
Ninguém tem dono aqui.
E nem lá na praia.
Saia desta tocaia.
Assuste o bruxaredo


(*) Márcia Fernanda Peçanha Martins

(**) Em solidariedade às mulheres que já militaram, militam ou ainda precisarão militar pelo feminismo no país e apoio aos movimentos de protesto contra a selvageria praticada com a estudante da Uniban

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