Poemas à flor da pele

A Poemas é tri!

Nosso espaço abre neste momento, a Maratona Poetica de fim de semana
e você é nosso convidado especial...
Traga com você toda a sua sensibilidade e deixe fluir sua essência em forma de poemetos....
Ficaremos felizes com a sua presença!
Beijos e luz para vocês!
Ge Fazio

INÍCIO em: 18/07/2009 às 11 horas
TÉRMINO: 30/07/2009 ÀS 22 horas


Todos os poetas podem sugerir temas.

a) A cada 30 minutos será lançado um novo TEMA.
O participante também poderá lançar um tema... desde que observe o tempo estabelecido.
b) O participante deve fazer o poema conforme o tema proposto.
c) tamanho mínimo do poemeto: 5 versos (linhas) – máximo 12 versos (linhas)
d) toda vez que o poeta iniciar sua participação, poderá postar poemetos atrasados em relação ao tema do momento de sua entrada.

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Respostas a este tópico

1º TEMA:

DESTINO

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Destino

Vidas em desatino
Desalinho.
Um grito de angustia
Um querer mudar.

Desafio o destino
Escolhido pra mim.
Grito a alegria e a
Esperança de poder mudar...

Ge Fazio

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NOVO AMOR
Kedma O'liver

Sol queima meu rosto,
Lágrimas caem...
Nada penso, nada vejo, nada sinto,
Ando em desatino
Coração chora, sentimento morre.
Perco o rumo...
Respiro fundo
Solto as mágoas,
Descarto a desilusão
Olho ao longe, imagino o futuro.
Preciso de um novo amor.
Morre o passado.
Bem-vindo vida.

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SER CRIANÇA
Ninita Lucena

Ser criança
é poder brincar,
valorizar coisas
pequenas
para si grandiosas.
E poder saltitar,
correr, vibrar
e se lambuzar
com algodão doce,
sorvete, sem alguém
para reclamar.
Receber amor,
carinho, compreensão,
poder falar e perguntar
sem ninguém para bloquear.
Ser criança e ser alegre,
ser feliz, e, poder rir
solto, sem ninguém impedir.
Ser criança, é ser livre
como um pássaro,
poder voar, sonhar,
fantasiar, crescendo,
se descobrindo
para o advir...
na formação
do potencial
CIDADÃO.

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Destino

Basta um olhar
que me tome atenta
para que o amor
torne-se alento
provoque
um corpo exaurido
e dos toques
derrame-se
meus sentidos

Soninha Porto

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DIABRURAS DO POEMA

Joaquim Moncks

Quando o poeta tece o poema
quer dizer algo?
Quer induzir alguém a uma ação
ou dar sentido ao que escreve?

Há anos vejo o professor perguntar:
— O que o poeta quis dizer?

Dize-lhe, Poesia:
— A cada vez que copulas
tens a intenção de conceber filho?
Por que teimamos em dar sentido
ao prazer?

Bem, continuemos a tricotar
as linhas do Destino...
— Uma taça de champanha, por favor!

– Do livro BULA DE REMÉDIO, 2006/2009.

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Destino

Destino é sina
que a vida ensina
do amor, a lição,
pra quem tem coração.

Na escola do amor
o poeta é fingidor,
fingindo que é dor
o que dá inspiração...

Gloria Maia

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Ironia do Destino
Sônia Maria Grillo
(Baby®)

Quando tudo se acabou
utopicamente achei
que seria apenas
mais um desentendimento
e pensei
será que nada sobrou?
E todo aquele amor
sentido em cada momento
mesmo insensato,
mas, arrebatador,
todo aquele carinho
meio que desajeitado
sempre em desalinho
mas, encantador,
à distância
e com o mesmo ardor...
Telefonema a qualquer hora
inesperado,
mesmo quando você se foi
mundo afora
em portos, ancorado...
Mensagens todos os dias
cheias de euforia
numa escandalosa alegria...
O tempo foi passando
e eu, numa ânsia incontida
me perguntando
será que dessa vez
é mesmo uma despedida
uma partida sem volta
talvez ,
definitiva?
Então entendi
que não tive importância
e por fim senti
a insignificância
da minha presença
em sua vida
aí, veio a descrença
em toda palavra dita...
Hoje, ao acordar
quanta ironia,
achei uma mensagem sua, antiga
onde estava escrito:
(mesmo com a chuva que caía)
"Que o sol brilhe no infinito,
iluminando todo o seu dia!"


27.06.2007
Vitória-ES

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DESTINO

Do ocre ao nada

Havia um tom ocre no outono daquelas flores
Eu sentia, as dores todas da estação
E não vivia os amores, mesmo os que via
Havia um clamor ensurdecedor de cotovias
Mesmo de um beija-flor, de corujas
Eu não as tinha próximo, não, nem, nada
Por todas as razões, entanto, eu as queria

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Ge Fazio disse:
Destino

Vidas em desatino
Desalinho.
Um grito de angustia
Um querer mudar.

Desafio o destino
Escolhido pra mim.
Grito a alegria e a
Esperança de poder mudar...

Ge Fazio

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Deth Haak disse:
Ge Fazio disse:
Destino

Vidas em desatino
Desalinho.
Um grito de angustia
Um querer mudar.

Desafio o destino
Escolhido pra mim.
Grito a alegria e a
Esperança de poder mudar...

Ge Fazio

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Deth Haak disse:
Ge Fazio disse:
Destino

Vidas em desatino
Desalinho.
Um grito de angustia
Um querer mudar.

Desafio o destino
Escolhido pra mim.
Grito a alegria e a
Esperança de poder mudar...

Ge Fazio

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Sagitariana (*)


Uma sagitariana
Tem ares de grande mulher
Teimosa, ousada
Atrevida...

Atrapalhada
Não se deixa vencer
Pelo cansaço
Não sabe ouvir não...

Vence as lágrimas
Que derrama por tudo
Com um riso no próximo minuto

E quando você pensa que ela
Está arrasada
Ressurge feito uma fênix
Perdidamente apaixonada
Pela vida

(*) Sirlei L. Passolongo
(**) peguei um poema da Sirlei, uma sagitariana, para homenagear estas belas mulheres sagitarianas

Dia 8 de dezembro de 1994, morria Tom Jobim


Triste é viver na solidão (*)

Águas de março (**)


É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol
É peroba do campo, é o nó da madeira

Caingá, candeia, é o MatitaPereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira

É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira

Passarinho na mão, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho

No rosto o desgosto, é um pouco sozinho
É um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto
É um pingo pingando, é uma conta, é um conto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando

É a luz da manhã, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama

É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato, na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão

É a promessa de vida no teu coração
É uma cobra, é um pau, é João, é José

É um espinho na mão, é um corte no pé
São as águas de março fechando o verão,

É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho

É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um belo horizonte, é uma febre terçã
São as águas de março fechando o verão

É a promessa de vida no teu coração
pau, pedra, fim, caminhoresto, toco, pouco, sozinho
caco, vidro, vida, sol, noite, morte, laço, anzol

(*) brinquedo com a música Triste é viver na solidão

(**)Tom fez "Águas de Março " no sítio da família em Poço Fundo, Rio de Janeiro, em março de 1972. A propriedade estava passando por uma pequena reforma, que consistia basicamente no reforço de um muro. Chovia muito, e a estradinha que levava ao sítio estava enlameada. Neste ambiente de obra, chuva, e lama, Tom escreveu a letra e a música. No folheto que acompanhou a primeira gravação da música, lançada em um encarte da revista "O Pasquim" em 1972, Tom diz que foi inspirado pelos versos iniciais de Olavo Bilac em "O Caçador de Esmeraldas":

"Foi em março, ao findar das chuvas, quase à entrada
Do outono, quando a terra, em sede requeimada,
Bebera longamente as águas da estação
Que, em bandeira, buscando esmeraldas e prata
À frente dos peões filhos da rude mata

Fernão Dias Paes Leme entrou pelo sertão."

Dia 8 de dezembro de 1930, morria Florbela Espanca

Os versos que te fiz (*)(**)

Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que a minha boca tem pra te dizer!
São talhados em mármore de Paros
Cinzelados por mim pra te oferecer.

Têm dolência de veludos caros,
São como sedas pálidas a arder ...
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos pra te endoidecer !

Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda...
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz!

Amo-te tanto ! E nunca te beijei...
E nesse beijo, Amor, que eu te não dei
Guardo os versos mais lindos que te fiz!

(*) poesia de Florbela Espanca, poeta portuguesa (8 de dezembro de 1894 + 8 de dezembro de 1930)
(**) A homenagem foi feita por Sandra Antoniolli pelos 79 anos morte da mais bela flor do Alentejo...


A imagem que ilustra foi retirada da Internet (desconheço o autor), e mostra a estátua de Florbela Espanca, no Parque dos Poetas, em Vila Viçosa (Alentejo), Portugal

QUERIA...



















QUERIA...


"Queria nem sempre significa passado
Talvez, o imperfeito estado
Em que não se sabe ao certo
Se já se ia, continua ou vai se querer...

Queria, quando se refere ao amor,
É mais um sinal de impotência do que de desejo
É o presente gritando ao passado
O rompimento de algo que não se rompeu.

O ia que se foi
Antes do depois
Que se esperou por vir....

Queria, em alguns casos,
Nem deveria se derivar de verbo
Pois é o estado patético
De não se verbalizar...

Queria é camuflar o querer.
Verbo que nessa hora,
Mais que imperfeito se torna,
Pois não tenho você..." (Rose Felliciano)



*Mantenha a autoria do Poema*

*Imagem utilizada no Poema- desconheço a autoria.


Rose Felliciano


PALHAÇO





Palhaço

Cara esbranquiçada
provoca medo e riso,
cambaleia sem saída
nos enormes sapatos.

Gargalha a freguesia.

Coloridos pingentes
caem dos floreados laços,
dá cambalhotas,
senta e levanta
em desmedida alegria.

Sem borrar a boca vermelha
- aberta de orelha a orelha -.

Cabeleira postiça,
não esconde a careca
só a vida secreta
cheia de provação.

É minúsculo o chapéu,
cruzes negras nos olhos
escondem lágrimas,
só precisa alegrar o povaréu.

Faz rir,
faz chorar,
desperta o sono da criança,
o sonho da infância...

Percebe indiferentes almas,
fareja tristeza,
a inutilidade da fantasia
não engana a doença.

Insistente faz estrepolias,
provoca gargalhadas
desvia, tropeça
bate palmas.
Leva um pontapé
toma bolachada
e cai na solitária coxia.

O show da vida recomeça.





Soninha Porto


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