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Maria da Gloria Silva Maia

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Daniely Votto Fontoura Comentário de Daniely Votto Fontoura em 22 outubro 2009 às 20:02
Não sou poetisa e nem escritora, apenas curiosa! bjs
Maria da Gloria Silva Maia Comentário de Maria da Gloria Silva Maia em 18 outubro 2009 às 22:14
QUANDO TE ENCONTREI
Q Querido, roubei - pra mim a sua alma.
U Uni seu corpo ao meu. Foi minha palma!
A Amei seu terno (luminoso) sorriso,
N não nego, encontrei meu paraíso.
D Divisei no seu toque, a delícia...
O Olvidar seus afagos, sem malícia?
T Teria que apagar - da minha - vida
E esse amor total (que não se olvida),
E enxergar escuro breu, no meu por vir.
N Não, não é assim que vou seguir!
C Conheci em seus braços (bem querer)
O onde pra sempre quero amanhecer,
N negando as dúvidas (desespero),
T tendo certeza nesse amor, espero
R rir seu riso, saciar os meus desejos.
E Explorar carícias doces( com lampejos),
I inventar a vida, na doçura dos seus beijos...
Gloria Maia
Basilina Pereira Comentário de Basilina Pereira em 18 outubro 2009 às 17:57
Amigos, passando pra dar um alô, desejar um ótimo final de tarde e um poema daqueles pra gente pensar....

PEDRA DE TOQUE

A vida é pedra de muitos toques:
cada um retira dela a nuance que puder:
Há quem a ame com sabor de alegria,
os que a criticam por um detalhe qualquer,
além dos tantos que passam tão apressados
atrás do dia do jeito que ele vier,
sem ver a seta que carregam na vontade
de serem donos do seu passo, seu mister.
Por isso, na vereda em que se assenta
revela o ouro, se é este o metal que se quer
ver brilhar no horizonte rosicler,
mas também pode acusar o azinhavre
que se esconde sob um olhar infiel.
Assim, vegeta gramínea sem foco
que a força é pouca sem a luz do seu querer,
mas também sobem a gigante sumaúma,
ser uma ou outra, é uma questão de escolher.

Basilina Pereira
Maria da Gloria Silva Maia Comentário de Maria da Gloria Silva Maia em 18 outubro 2009 às 17:25
Casa Perfeita

Procuro uma casa contente.
Airosa - imponente - cheia de gente.
Deve ser de cor amarelo brilhante
pra lembrar o sol a todo instante.
Não precisa ter porta ou janela,
p'ro amor ser livre dentro dela.
Pra que ter um telhado?
À noite, quero ver o ceu estrelado...
Tendo essa casa (lar do meu sonho),
meu por vir será muito mais risonho!!!

Gloria Maia
Nadir Vilela Poetisa Comentário de Nadir Vilela Poetisa em 7 outubro 2009 às 15:34
E um prazer enorme estar aqui com voces...beijos
VERA FRACAROLI Comentário de VERA FRACAROLI em 3 outubro 2009 às 22:08
http://youtube.com/cristal1882
http://verafracaroli.blogspot.com
VERA FRACAROLI Comentário de VERA FRACAROLI em 3 outubro 2009 às 22:08
Abraços a todos e um feliz domingo!

Vera Fracaroli
www.verafracaroli.com
VERA FRACAROLI Comentário de VERA FRACAROLI em 3 outubro 2009 às 22:06

NINHO DE AMOR

Beijo tua boca meu amor
Entro pelos teus ais
Com meus desejos ardentes
Como perfume da flor

Onde em suas pétalas me deito
Como se fosse um beija-flor
Beijo tua boca amado meu
Pássaro vadio de um sol dourado

Somes antes do amanhecer
Reapareces antes do luar prateado
Criando no meu ser grande prazer
Teu perfume... Sinto-te e te desejo,

Nas pétalas da flor
Faço nosso ninho de amor
Onde me abrigo no mais feliz do seu ser
Onde ha vida há mais prazer de viver...
Silvia Mendonça Comentário de Silvia Mendonça em 3 outubro 2009 às 21:14
As páginas literárias passaram a ser um espaço de convivência e troca de experiências entre seus membros. É natural que a amizade se fortaleça entre alguns, assim como certos relacionamentos não passem da superficialidade. Eu prefiro a primeira hipótese, pois apesar de convivermos na virtualidade, existe troca em tudo que elaboramos: de textos postados a comentários. Por isso, gostei da idéia do Amigos do Poema, um passo a mais para que possamos nos conhecer melhor, estabelecer melhor conhecimento mútuo. Estive afastada por um longo tempo, mas, agora que voltei, este espaço me oferece a oportunidade de ser apresentada a muitos colegas de antes e de agora. É um prazer imenso participar do grupo.
Abraços a todos,
Parabéns, Soninha!
Silvia Mendonça
soninha porto Comentário de soninha porto em 27 setembro 2009 às 10:49
Eri querida vc já é.
 

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Sagitariana (*)


Uma sagitariana
Tem ares de grande mulher
Teimosa, ousada
Atrevida...

Atrapalhada
Não se deixa vencer
Pelo cansaço
Não sabe ouvir não...

Vence as lágrimas
Que derrama por tudo
Com um riso no próximo minuto

E quando você pensa que ela
Está arrasada
Ressurge feito uma fênix
Perdidamente apaixonada
Pela vida

(*) Sirlei L. Passolongo
(**) peguei um poema da Sirlei, uma sagitariana, para homenagear estas belas mulheres sagitarianas

Dia 8 de dezembro de 1994, morria Tom Jobim


Triste é viver na solidão (*)

Águas de março (**)


É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol
É peroba do campo, é o nó da madeira

Caingá, candeia, é o MatitaPereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira

É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira

Passarinho na mão, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho

No rosto o desgosto, é um pouco sozinho
É um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto
É um pingo pingando, é uma conta, é um conto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando

É a luz da manhã, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama

É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato, na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão

É a promessa de vida no teu coração
É uma cobra, é um pau, é João, é José

É um espinho na mão, é um corte no pé
São as águas de março fechando o verão,

É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho

É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um belo horizonte, é uma febre terçã
São as águas de março fechando o verão

É a promessa de vida no teu coração
pau, pedra, fim, caminhoresto, toco, pouco, sozinho
caco, vidro, vida, sol, noite, morte, laço, anzol

(*) brinquedo com a música Triste é viver na solidão

(**)Tom fez "Águas de Março " no sítio da família em Poço Fundo, Rio de Janeiro, em março de 1972. A propriedade estava passando por uma pequena reforma, que consistia basicamente no reforço de um muro. Chovia muito, e a estradinha que levava ao sítio estava enlameada. Neste ambiente de obra, chuva, e lama, Tom escreveu a letra e a música. No folheto que acompanhou a primeira gravação da música, lançada em um encarte da revista "O Pasquim" em 1972, Tom diz que foi inspirado pelos versos iniciais de Olavo Bilac em "O Caçador de Esmeraldas":

"Foi em março, ao findar das chuvas, quase à entrada
Do outono, quando a terra, em sede requeimada,
Bebera longamente as águas da estação
Que, em bandeira, buscando esmeraldas e prata
À frente dos peões filhos da rude mata

Fernão Dias Paes Leme entrou pelo sertão."

Dia 8 de dezembro de 1930, morria Florbela Espanca

Os versos que te fiz (*)(**)

Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que a minha boca tem pra te dizer!
São talhados em mármore de Paros
Cinzelados por mim pra te oferecer.

Têm dolência de veludos caros,
São como sedas pálidas a arder ...
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos pra te endoidecer !

Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda...
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz!

Amo-te tanto ! E nunca te beijei...
E nesse beijo, Amor, que eu te não dei
Guardo os versos mais lindos que te fiz!

(*) poesia de Florbela Espanca, poeta portuguesa (8 de dezembro de 1894 + 8 de dezembro de 1930)
(**) A homenagem foi feita por Sandra Antoniolli pelos 79 anos morte da mais bela flor do Alentejo...


A imagem que ilustra foi retirada da Internet (desconheço o autor), e mostra a estátua de Florbela Espanca, no Parque dos Poetas, em Vila Viçosa (Alentejo), Portugal

QUERIA...



















QUERIA...


"Queria nem sempre significa passado
Talvez, o imperfeito estado
Em que não se sabe ao certo
Se já se ia, continua ou vai se querer...

Queria, quando se refere ao amor,
É mais um sinal de impotência do que de desejo
É o presente gritando ao passado
O rompimento de algo que não se rompeu.

O ia que se foi
Antes do depois
Que se esperou por vir....

Queria, em alguns casos,
Nem deveria se derivar de verbo
Pois é o estado patético
De não se verbalizar...

Queria é camuflar o querer.
Verbo que nessa hora,
Mais que imperfeito se torna,
Pois não tenho você..." (Rose Felliciano)



*Mantenha a autoria do Poema*

*Imagem utilizada no Poema- desconheço a autoria.


Rose Felliciano


PALHAÇO





Palhaço

Cara esbranquiçada
provoca medo e riso,
cambaleia sem saída
nos enormes sapatos.

Gargalha a freguesia.

Coloridos pingentes
caem dos floreados laços,
dá cambalhotas,
senta e levanta
em desmedida alegria.

Sem borrar a boca vermelha
- aberta de orelha a orelha -.

Cabeleira postiça,
não esconde a careca
só a vida secreta
cheia de provação.

É minúsculo o chapéu,
cruzes negras nos olhos
escondem lágrimas,
só precisa alegrar o povaréu.

Faz rir,
faz chorar,
desperta o sono da criança,
o sonho da infância...

Percebe indiferentes almas,
fareja tristeza,
a inutilidade da fantasia
não engana a doença.

Insistente faz estrepolias,
provoca gargalhadas
desvia, tropeça
bate palmas.
Leva um pontapé
toma bolachada
e cai na solitária coxia.

O show da vida recomeça.





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