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CONTRA O ABUSO DE DROGAS LÍCITAS E ILÍCITAS

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CONTRA O ABUSO DE DROGAS LÍCITAS E ILÍCITAS

Por este Poeta e Escritor que passa pela dor de ver seu filho preso, apesar de tantas tentativas de tratá-lo. Pela família da moça que passa por essa tragédia, fruto da droga. Que esse interesse todo que o tema despertou não fique só na conversa. Po

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Ninita Lucena Fernandes

PÁGINA ÍNTIMA

PÁGINA ÍNTIMA Não importa meu filho, que todos te odeiem. Sei que existe alguém muito especial Que te ama. Ama porque Ele amou De maneira ilimitada o mais vil pecador Ama porque ele sabe que a...

Iniciado por Ninita Lucena Fernandes 1 Nov.

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soninha porto Comentário de soninha porto em 12 novembro 2009 às 9:49

soninha porto Comentário de soninha porto em 12 novembro 2009 às 9:48

soninha porto Comentário de soninha porto em 12 novembro 2009 às 9:48

soninha porto Comentário de soninha porto em 11 novembro 2009 às 23:40
Que bom Prôa, um que fosse e levantasse uma bandeira já era o suficiente para saber que algo mudou, a semente foi plantada de repúdio, não podemos esmorecer.
Sim vou trocar o nome o nome do grupo ok?
Um abraço e sempre confiando que tudo vai mudar.
Luiz Fernando Prôa Comentário de Luiz Fernando Prôa em 10 novembro 2009 às 20:14
Soninha, cada vez que venho aqui me emociono. Peço até desculpas pela falta de tempo.

Esses nossos amigos... alguns que eu nem conhecia ainda, mas já estava fadado a encontrá-los, são realmente maravilhosos e dignos de serem chamados de poetas.

Sinto que consegui algo difícil de realizar. Mexi com o interior de muitos, poetas ou não, e estou colaborando para que muitos se unam e discutam os vários assuntos que nos atormentam há anos.

Essa é a hora! Preciso que as pessoas gritem, se organizem e lutem. Não quero o foco todo em cima de mim. É importante que se criem fatos, ações que abram voz na mídia a outros. E assim diminuir o peso e a responsabilidade pelas bandeiras do bem que levantarmos, que não são nem um pouco leves. Calar a voz de um é fácil, mas de uma multidão... não.

Vou colar abaixo o texto resposta a um e-mail de um amigo que me é muito caro.

Beijo em todos vocês,

Luiz Prôa
PS1: Ah! Comecei uma página do movimento “Chega de Hipocrisia!”, no Alma de Poeta. Quero abastecê-la de ações de nossos movimentos e de matérias que informem as pessoas sobre a realidade de todas as drogas, uma página educativa, feita por especialistas e estudiosos a respeito desse assunto. Tenho escutado coisas que são fruto da pura falta de informação. Acredito que será de grande valia para todos nós.

http://www.almadepoeta.com/chega_de_hipocrisia.htm

PS2: Sugiro que mude o título deste grupo para ...Contra o abuso de drogas lícitas e ilícitas. Uma pessoa que toma um chopinho ou uma taça de vinho está se drogando, mas isso não quer dizer que está fazendo mal a si ou a outros. Como se sabe, uma substância química pode ser veneno ou remédio, isso irá depender da quantidade/dosagem. O abuso é que é o problema e, claro, quem usa drogas pesadas ilegais já está abusando desde a primeira vez.


As lições que a caminhada em Copa nos trouxe!
Respondendo ao e-mail de meu amigo Jason Sagara,
sobre como havia sido a caminhada Chega de Hipocrisia!

Foi boa, dentro da realidade que eu já esperava. No pico da concentração, e contando as pessoas conhecidas que passaram para deixar um abraço, acho que umas 80 pessoas. A caminhada partiu com cerca de 50. Claro que não dá para concorrer com o Rio 40º, praia lotada, Maracanã cheio e a indiferença já além da lotação. Confesso que eu mesmo dificilmente iria, o sol estava mais forte que a lua cheia. Mas fui acordado de uma letargia que parece contaminar todos nós, acordado pelo pior dos pesadelos. E não vi outro caminho senão passar a mensagem à frente. Pesadelos deste tipo têm atingido muita gente, bota gente nisso. O que acontece e que me assusta é o crescimento veloz, em aceleração, e cada vez mais incontrolável, dos casos de violência, não só nas grandes cidades como no interior e na fronteira. Esse é um pesadelo que vai invadir a vida de um número cada vez maior de pessoas que, como eu até alguns dias atrás, via a violência pelos veículos da mídia, como se não fosse no meu país, no meu bairro, dentro da minha própria casa.
O mais importante desta caminhada foi saber que demos o grito, que ele aos poucos vai atingindo mais gente e que os órgãos de informação têm sido essências ao ampliá-lo e com isso cumprido sua função social. Peço desculpas aos amigos por não ter conseguido lhes dar a atenção devida, meu foco neste instante é mandar o recado para cada vez mais ouvidos. É necessário que as pessoas pensem sobre seu papel na sociedade e, quem sabe, sensibilizem sua alma e venham nos ajudar.
Havia dito, em uma das cartas que escrevi, que iria caminhar nem que fosse sozinho. Foi bom saber que não estou mais só nessa caminhada. Muitos amigos e poetas apareceram, amigos novos e grupos ou movimentos que lutam por um mundo melhor, além de tevês, jornais e rádios, e não esquecendo de um ingrediente importante, a emoção que demonstrava cada um dos presentes.
A mensagem está circulando. Uma coisa que me tocou muito, e chamou minha atenção, foi a grande teia que se estabeleceu na Internet. Uma imensa corrente humana ligou uma infinidade de redes sociais e a mensagem correu longe. Foi até surpresa receber um torpedo de um xará, o Luiz Fernando, pouco antes de começar a caminhada, que de Londres mandava dizer que estava com a gente com toda a energia de seu ser. Precisamos fortalecer e ampliar essas redes sociais, elas são um instrumento essencial para que nossa voz possa ser ouvida e assim tenhamos o poder de mudar a realidade e ser agentes de nossos destinos. Um quarto poder para fazer com que os outros três não continuem seguindo na contramão de nossos desejos.
Ouvi de tudo naquele dia inclusive relatos muito fortes, outros até gozados. Como o que escutei de um dos amigos, dizendo que teve gente que não veio por que eu era contra o álcool e como gostavam de beber não iam caminhar por isso. Não dá para ser hipócrita, muito menos carregando a bandeira do Chega de Hipocrisia! Também gosto de tomar uma taça de vinho ou uma latinha de cerveja, mas o faço muito raramente, por opção. Nossa luta não é diretamente contra as drogas, mas contra o que as cercam. A violência, o descaso com as vítimas e a falta de uma discussão séria, sem preconceitos ou “viagens” neste assunto tão preocupante que é a guerra que se está travando: onde muito mais gente morre que os números de mortos que as drogas ilegais produzem, onde muito mais gente morre da droga legal, o álcool, do que das ilegais. Alguma coisa está errada, neste caso, e não quero ser o dono da verdade, mas enquanto me derem atenção vou lutar para que este assunto esteja na ordem do dia. As vítimas estão aí, nas ruas, nas comunidades, no trânsito, nos quartéis, no seio da família. É preciso encarar essa situação de frente, com máxima urgência e recursos. Há alguns anos o demônio da inflação foi dominado pelo Real (R$), ajustes foram feitos e a economia deixou de ser doente. Estamos agora precisando cair na real, agir, e domar este demônio muito mais poderoso. O que só depende de nossa ação e de vontade política para isso. A sociedade precisa dessa cura!
Ah, até a poesia apareceu! Poesia de repúdio ao que nossos olhos e mentes captam! Poetas nunca deviam fazer poemas desse tipo! Mas o que fazer? São tempos de guerra aqui no Rio e não é muito diferente da realidade que se vive em que todo nosso país.
Grande abraço, meu mano Sagara, e a todos que lerem este texto. Precisamos de outras caminhadas como essa, mas sem que seja organizada no calor de uma tragédia, e sim fruto da ação coletiva, junto com todos aqueles que não querem mais este demônio, chamado hipocrisia, sentado sobre sua corcunda.

Luiz Fernando Prôa
Mariângela Rocha Comentário de Mariângela Rocha em 8 novembro 2009 às 13:42
Como terapeuta e assistente social, muitos anos trabalhando
com jovens, vejo que uma das dificuldades encontrada
na ajuda ao iniciante do uso das drogas é a conscientização
dos pais de que seu filho é usuário delas e a necessidade
urgente de um tratamento.
Infelizmente o orgulho faz com que muitas pessoas tentem
esconder o problema, com medo da opinião da sociedade,
caso venham a descobrir que seus filhos participam de grupos
de apóio ou mesmo a uma terapia ou internação. Por isso
antes de buscar ajuda externa utilizam de conselhos ou até
castigos,que mal colocados muitas vezes fazem efeito contrário.
Toda situação inicial é muito mais fácil de ser tratada.
A família tem papel preponderante na ajuda aos usuários de
drogas, mas não se encontra caso onde só ela, sem a orientação
precisa e certa de um terapeuta, médico ou conselheiro, tenha
conseguido uma resposta cem por cento favoráveis.
Mas aqueles que buscam ajuda também não a encontram fácil,
não existe nada realmente eficaz pela Assistência Social e
clínicas e terapeutas particulares são muito caros.
Precisamos não só pensar no usuário da droga, mas sim
na sociedade como um todo, e é ela que está “drogada”
permitindo ações fraudulentas de seus governantes,
levando a baixa auto-estima a quase toda população,
que se vê de mãos atadas e impotentes.
A droga leva seu usuário a um estado de pseudo perfeição,
alegria e coragem, no que atualmente vem aumentando
tanto seu uso, pois os jovens e mesmo adultos não estão
encontrando fácil este componente fora dela.
As famílias estão se desorganizando, a sociedade está
corrompida e nossos governantes preocupados com seus
umbigos.
É mesmo muito importante que pessoas conscientes,
se reúnam e coloquem a boca no trombone, gritem aos
quatro ventos, tudo que existe de hipocrisia e descaso
na nossa sociedade, quem sabe um dia conseguimos
modificar esse quadro.
Não são poucas as vezes que nós, profissionais
da área de saúde, nos sentimos totalmente sem ação,
e o quanto sofremos juntos de pais e famílias destruídas
pelas drogas.
Mas temos que ter fé e confiar que o Pai Supremo não
abandona nunca seus filhos e como Ele nos ensinou que
onde duas ou mais pessoas se reúnem com um só pensamento,
Ele estará também presente,vamos fazer com que a união traga
a luz aos nossos governantes,e ao povo em geral, e que em
breve não será mais preciso unirmos em luta contra nada e
sim a favor de muitas coisas boas que vão surgir.

Mariângela Rocha
Kedma Oliver Comentário de Kedma Oliver em 8 novembro 2009 às 13:42
Quanto mais lemos sobre este assunto mais vejo que as pessoas realmente precisam aprender a ser mais solidários e a juntar forças para vencer e seguir em frente.
Famílias teem perdas irreparáveis, seja com morte, prisão ou vícios e quando alguem tem a coragem de se manifestar sempre é o outro lado que está perdendo, nunca quem "dá a cara a bater"....
vamos em frente com essa luta amigos, uma andorinha só não faz verão e passa despercebida mas um bando alegra a vida de muita
gente e faz barulho o bater das asas.
abraço Prôa e todos que o está apoiando.
Luiz Fernando Prôa Comentário de Luiz Fernando Prôa em 8 novembro 2009 às 1:25
Amigos, teria que falar muito se fosse dar minha opinião sobre os comentários postados aqui no Blog. Então vou ser rápido.

Quero agradecer o apoio de todos aqui, os poemas, as orações, a solidariedade...
Fico feliz, apesar da via torta, de ter levantado esta discussão e saber que ela se trava em todos os cantos do país. Devemos mantê-la em pauta e nos aprofundarmos cada vez mais. Só com a sociedade discutindo seus problemas, lavando roupa suja em público, como fiz, poderemos chegar a algumas conclusões que nos mostrem o caminho a seguir.
Outro ponto importante a destacar é a ação das redes sociais. Elas é que têm mantido esse tema em pauta. Devemos aperfeiçoá-las. Temos um futuro difícil pela frente: drogas e crime organizado gerando cada vez mais violência, o aquecimento global e suas consequências, etc,... Ou nos organizamos, e essas redes serão essenciais, ou perdemos a guerra.

O silêncio, a indiferença, também são drogas pesadas que matam.

Ah, não sabia que a minha carta tinha ido parar nos anais do congresso. Espero que não fique só ali.

Para finalizar:
Apesar de ser brasileiro, eu não sou brameiro. Está na hora de acabar com esse tipo de propaganda.

Beijo no coração e na coragem de todos,

Luiz Fernando Prôa
Walnélia Pederneiras Comentário de Walnélia Pederneiras em 7 novembro 2009 às 22:19
Poesia também é prece...
Soena Monteiro de Oliveira Comentário de Soena Monteiro de Oliveira em 7 novembro 2009 às 22:10

(imagem da internet)
DROGA É UMA DROGA

O mundo das drogas parece um paraíso
Atraem jovens para viagens fantásticas
Os anfitriões só falam do lado prazeroso
E esquece-se de avisar o lado tenebroso

Ela vem lindamente vestida
Envolve, derruba as barreiras
Do bom senso, da inteligência
Pelo puro prazer de morrer

Sim, este prazer de drogar-se, mata
E conscientemente as pessoas
Procuram este caminho
Que por vezes não tem volta...

Drogar-se é a loucura acariciada
É uma aventura suicida
É a destruição de si mesmo
E sofrimento para quem os ama.

A pior guerra é aquela do viciado
Que não consegue livrar-se
Da droga que o escraviza.

E a sociedade está pagando o preço
Com toda espécie de barbárie
De pessoas que se tornaram
“Máquinas” humanas de desgraça!

Soena Monteiro de Oliveira
Porto Alegre, 07 de novembro de 2009
 

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tecendo arte na rede

Maria Flor da Pele (*)

Maria é uma mulher como outra qualquer. Não foge à regra e tem suas rotinas femininas. Acordar, entrar no banho, tomar um café requentado e passar, rapidamente, margarina na fatia de pão dormido, vestir-se, espremer-se dentro de um ônibus lotado e ir trabalhar. Nos horários de intervalo, corre para aproveitar o tempo. Desvia os olhos das vitrines que liquidam sonhos.
Apesar de cumprir com quase todos os afazeres femininos, Maria foge dos padrões estereotipados de mulher. Por isso, é diferente. Expõe os sentimentos. Não nega que vive equilibrando suas emoções. Fala abertamente de seus desencontros. E se precisar desafia, interroga, enfrenta, chora, berra ou sussurra.
Seu sobrenome é Flor da Pele. Seu hobby é ler e o lazer é participar de saraus. O seu trabalho pode ser a medicina, advocacia, a educação. Seu prazer é fazer poesias. Não para ganhar dinheiro, porque sabe da falta de incentivo para a cultura, mas por paixão. É só ter tempo livre e está teclando com pressa ou escrevendo em um pedaço qualquer de papel versos e rimas.
Essa Maria tem cabelos não muito curtos, ondulados, de cor clara, que prende com uma tiara combinando com a roupa. As suas vestes são um pouco escandalosas, ou melhor, autênticas. É que Maria aprendeu a diferença das palavras e autêntica é uma escandalosa que a gente gosta. Mostra unhas curtas, quase um pouco roídas. Mas sempre pintadas de esmaltes com cores vivas. E ao empinar bem os peitos firmes, afirma, provocando inveja nas outras: “são perfeitos, parecem duas bolas”.
Essa mulher poderosa, charmosa e esbanjando alegria, não resiste a um palco, ainda que não seja exatamente o tradicional. Essa mulher exibida, espetaculosa e que distribui simpatia, sabe declamar muito bem poesias. Essa mulher talentosa e que arranca aplausos, gosta de recitar poesias. E sempre que pode, decora as poesias da comunidade do Orkut “Poemas à Flor da Pele”.
Ela é especial. Poderia ser tantas Marias: Reginas, Helenas, Cristinas, Lúcias... Mas é Maria Flor da Pele, com orgulho. Tanto que anuncia bem alto a sua chegada. Ela é especial. Poderia ser tantas mulheres: indecisas, inseguras, audaciosas, tímidas... Mas é uma mulher que tem poema no seu olhar, no rebolar, no trajar, no perfumar. Com muita vaidade.
Maria Flor da Pele já foi Fernando Pessoa e agradou. É, com frequência Shakespeare, e ouve pedido de bis. É qualquer poeta quando se faz de Estátua Viva nas praças e parques de Porto Alegre, nas ruas de Bento Gonçalves ou praias do Rio de Janeiro.
É Maria por ser um nome quase universal e expressar o sentimento de qualquer mulher. E é Flor da Pele porque é a nova personagem criada pelo ator Marcos Bahrone para se apresentar nos eventos da comunidade “Poemas à Flor da Pele”. Um presente do talentoso Bahrone para as mulheres à flor da pele.
(*) escrito por Márcia Fernanda Peçanha Martins

Saia de saia (*)(**)

Hoje, coloque uma roupa
bem à vontade e saia.
Simplesmente, saia.
Por aí, sem medo.
Desfile como majestade
e convoque toda a laia.
Faça uma gandaia.
Mande até torpedo.
O que vale é se mostrar
com micro ou minissaia.
Vista-se de cobaia.
Escreva o enredo.
Não esconda suas formas
e silencie a vaia.
Fim da maracutaia
do corpo em segredo.
Ninguém tem dono aqui.
E nem lá na praia.
Saia desta tocaia.
Assuste o bruxaredo


(*) Márcia Fernanda Peçanha Martins

(**) Em solidariedade às mulheres que já militaram, militam ou ainda precisarão militar pelo feminismo no país e apoio aos movimentos de protesto contra a selvageria praticada com a estudante da Uniban

Apenas um sonho (*)


Vivendo lado a lado contigo
Andávamos de mãos dadas
E nossas almas apaixonadas
Moravam em si, num abrigo

Colhíamos sorrisos no vento
Sementes de amor e alegria
Com a mesma pena, poesia
Inspirados a todo momento

Num laço lindo, tão perfeito
Rolávamos em nosso leito
Amando-nos, tínhamos paz

Eis que um vento com efeito
Desperta-me; a cena desfaz
Era apenas sonho, nada mais...

(Lena Ferreira)

Dia de Finados, 2 de novembro


Isto é saudade (*)

Não te sentir na sala
a cuidar meus passos,
é ficar sem norte.
Isto é saudade.
Não te ceder à mala
e ajeitar teus espaços,
é falta de sorte.
Isto é saudade.

Não ouvir a tua voz
a acalentar meu rumo,
andar sem suporte.
Isto é saudade.
Não esperar por nós
para escrever o resumo,
é não ter aporte.
Isto é saudade.

Não ter teu carinho
a sussurar sentimentos
é quase um corte.
Isto é saudade.
Não tomar um vinho
com os primeiros ventos
me deixa sem porte.
Isto é saudade.

(*) Márcia Fernanda Peçanha Martins, para o meu irmão que me dói sempre de tanta saudade

Dia de Finados, 2 de novembro

Finados (*)

Eu me lembro da infância...sempre o vento
nesse dia das almas, a silenciar o meu quintal,
flores recolhidas antes de o sol se pôr, atento
cessavam os risos, as vidas saiam do original.

Abraçávamos os colos que nos davam, intrigados
com aqueles olhos que se perdiam num sem-fim,
era um dia solene, separando e dividindo mundos
vivos e mortos se confundiam, tristes, em mim.

Dos cemitérios não sei, não me levavam
mas guardo os cânticos em latim e a cor roxa
e um ritual de velas e orações é que ficaram...

O mesmo vento ainda vêm rondar a minha vida,
das minhas cenas já se foram " almas queridas,
"só hoje entendo, " olhares de vazios'...."

Ana Luiza (coisas de Ana)
 

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