Poemas à flor da pele

A Poemas é tri!

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INDRISO

O indriso é um poema composto de dois tercetos e duas estrofes de verso único (3-3-1-1), que permite um uso livre da rima e o número de sílabas nos seus versos.

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FÁTIMA MOTA

Você gosta de Indriso? 7 respostas 

Iniciado por FÁTIMA MOTA. Última resposta de Saura Izabete de Oliveira Pontel 8 Nov.

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Solange Bretas Comentário de Solange Bretas 1 dia atrás
AO TEU ENCONTRO

Irei ao teu encontro
Receber de teus encantos
Só quero contigo sonhar

Vou nas asas do vento
Voar mais que pensamento
Aconchegar-me em tua alma nua

Guarde para mim teus desejos.

Não tardarei a chegar!

Solange Bretas
Solange Bretas Comentário de Solange Bretas 1 dia atrás
MEU DESEJO

Aspirei de tuas palavras a caligarfia,
Mastiguei teus dedos de prosa pura,
Engoli teus sentidos nas entrelinas.

Ousei devorar teus pensamentos
E num único suspiro de prazer
Alimentei minh'alma ensandecida.

Em meu sangue corre teus versos loucos

Que satisfaz meu desejo de poesia.

Solange Bretas
Roseane Comentário de Roseane em 12 dezembro 2009 às 23:33
Tássia marota

Menina de ontem, frágil e pequenina.
Bebê gracioso, de miúdo, até quebrou.
Saúde delicada, por muitas dores passou.

De repente se faz grande, maior do que aparenta.
Cresceu forte, decidida, em tudo que faz é brilhante.
Madura antes do tempo, um precioso diamante.

Inquieta, marota e criativa, a cada dia se reinventa.


Exemplo de pessoa, TÁSSIA: pequena grande garota!
ailton mendes de almeida Comentário de ailton mendes de almeida em 9 dezembro 2009 às 14:49
PARA EXISTIR
LÁGRIMAS INSISTEM EM SUFOCAR MINHA GARGANTA ,
EM UMA GUERRA DE SENTIMENTOS
A VOZ TENTANDO TRADUZIR , AS AFLIÇÕES DE UM TEMPO FECHADO
E O AMOR QUE ME DEVORA , E MUITAS VEZES DEMORA , A DAR O SEU SINAL
PRECISO É DANÇAR AO RITMO DA VIDA , ESSA QUE DEUS ME ENTREGA
ASSIM ESTREMECER MEUS PESADELOS QUE NÃO SOSSEGAM
SENTIR NA PALMA DA MÃO,ALEGRIAS E SONHOS
PODER ABRAÇAR AS HORAS QUE FOGEM NO DIA ESTRESSADO,
E NAS NOITES MAL DORMIDAS
JÁ NÃO FICO PRESO NAS ARMADILHAS DA FELICIDADE
PORQUE A IDADE ME MOSTROU QUE VIVER , É MUITO MAIS QUE APENAS ......... EXISTIR
CRIAÇÃO DE POETA DOS POETAS
Roseane Comentário de Roseane em 8 dezembro 2009 às 23:17


Cíclico Natal


Um ciclo se fecha encerrando,
Há um tempo que vem renovado
Seguimos virando páginas, decorrendo.

Natal chega meio às agruras, esperançado.
Trás a alma esquecida, nuances reavivados.
Aroma de boas novas o menino vem trazendo.

O mundo austero quebra um naco da dureza.


Crer é a saída, para não afogar-se na tristeza.
Roseane Comentário de Roseane em 5 novembro 2009 às 23:36


Refém de ti...

Meu verso nesta hora é de ti refém
Adverso ao silêncio que de ti vem
Avoluma o inspirar teu pleno existir...


Meu poema compõe-se é feito de ti
Rimas recorrentes, improváveis, incertas...
Minha poesia transborda traduz o sentir,


Inspiração, sentimento que não finda...

Escravidão, prisão que a mim convém...
Vera Salbego Comentário de Vera Salbego em 29 outubro 2009 às 22:17
Vida


Vida que fazer
Pra poder viver
Bem com ela.

Vida ilusão
Ou paixão
Apenas sonho

Vida sonho ou realidade

Basta viver para poder sobreviver.

Vera Salbego
Vera Salbego Comentário de Vera Salbego em 29 outubro 2009 às 21:49
Minha Flor



Minha flor da noite
És bela em tua essência
Encanta teu jeito de ser.

Flor da noite
Tu abres tuas pétalas
Para esbanjar tua beleza.

Flor traz encanto

E beleza a vida.


Vera Salbego
Amigas tentei .bjs.
Luzia Marinho Pereira.   Zia Comentário de Luzia Marinho Pereira. Zia em 26 outubro 2009 às 21:51
BEIJO.

Olá, vim te beijar
Anda, me dê a face
Se não, vou te roubar!

Beijo roubado, tem outro sabor
O sabor da face rubra...
Tem quem se roubou!

Olha beijo roubado, é perdoado...

Pois,o ladrão, tem um quê de paixão!

*Zia Marinho
Rio de Janeiro
26/10/009*
Roseane Comentário de Roseane em 24 outubro 2009 às 0:35
No limiar do olhar...

Há nos olhos teus generosa aura de luz,
Que iluminam teu rosto, falantes que são,
Revigora o semblante, brilho na escuridão.

Sinto no alegre sorrir intensidade e magia,
Teu leve expressar é impresso de ternura.
O rosto é qual pintura, retrato da alegria.


No limiar dos sonhos, estás sorrindo entre a moldura...


No secreto do pensar, são meus, teus olhos e olhar...
 

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Sagitariana (*)


Uma sagitariana
Tem ares de grande mulher
Teimosa, ousada
Atrevida...

Atrapalhada
Não se deixa vencer
Pelo cansaço
Não sabe ouvir não...

Vence as lágrimas
Que derrama por tudo
Com um riso no próximo minuto

E quando você pensa que ela
Está arrasada
Ressurge feito uma fênix
Perdidamente apaixonada
Pela vida

(*) Sirlei L. Passolongo
(**) peguei um poema da Sirlei, uma sagitariana, para homenagear estas belas mulheres sagitarianas

Dia 8 de dezembro de 1994, morria Tom Jobim


Triste é viver na solidão (*)

Águas de março (**)


É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol
É peroba do campo, é o nó da madeira

Caingá, candeia, é o MatitaPereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira

É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira

Passarinho na mão, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho

No rosto o desgosto, é um pouco sozinho
É um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto
É um pingo pingando, é uma conta, é um conto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando

É a luz da manhã, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama

É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato, na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão

É a promessa de vida no teu coração
É uma cobra, é um pau, é João, é José

É um espinho na mão, é um corte no pé
São as águas de março fechando o verão,

É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho

É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um belo horizonte, é uma febre terçã
São as águas de março fechando o verão

É a promessa de vida no teu coração
pau, pedra, fim, caminhoresto, toco, pouco, sozinho
caco, vidro, vida, sol, noite, morte, laço, anzol

(*) brinquedo com a música Triste é viver na solidão

(**)Tom fez "Águas de Março " no sítio da família em Poço Fundo, Rio de Janeiro, em março de 1972. A propriedade estava passando por uma pequena reforma, que consistia basicamente no reforço de um muro. Chovia muito, e a estradinha que levava ao sítio estava enlameada. Neste ambiente de obra, chuva, e lama, Tom escreveu a letra e a música. No folheto que acompanhou a primeira gravação da música, lançada em um encarte da revista "O Pasquim" em 1972, Tom diz que foi inspirado pelos versos iniciais de Olavo Bilac em "O Caçador de Esmeraldas":

"Foi em março, ao findar das chuvas, quase à entrada
Do outono, quando a terra, em sede requeimada,
Bebera longamente as águas da estação
Que, em bandeira, buscando esmeraldas e prata
À frente dos peões filhos da rude mata

Fernão Dias Paes Leme entrou pelo sertão."

Dia 8 de dezembro de 1930, morria Florbela Espanca

Os versos que te fiz (*)(**)

Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que a minha boca tem pra te dizer!
São talhados em mármore de Paros
Cinzelados por mim pra te oferecer.

Têm dolência de veludos caros,
São como sedas pálidas a arder ...
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos pra te endoidecer !

Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda...
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz!

Amo-te tanto ! E nunca te beijei...
E nesse beijo, Amor, que eu te não dei
Guardo os versos mais lindos que te fiz!

(*) poesia de Florbela Espanca, poeta portuguesa (8 de dezembro de 1894 + 8 de dezembro de 1930)
(**) A homenagem foi feita por Sandra Antoniolli pelos 79 anos morte da mais bela flor do Alentejo...


A imagem que ilustra foi retirada da Internet (desconheço o autor), e mostra a estátua de Florbela Espanca, no Parque dos Poetas, em Vila Viçosa (Alentejo), Portugal

QUERIA...



















QUERIA...


"Queria nem sempre significa passado
Talvez, o imperfeito estado
Em que não se sabe ao certo
Se já se ia, continua ou vai se querer...

Queria, quando se refere ao amor,
É mais um sinal de impotência do que de desejo
É o presente gritando ao passado
O rompimento de algo que não se rompeu.

O ia que se foi
Antes do depois
Que se esperou por vir....

Queria, em alguns casos,
Nem deveria se derivar de verbo
Pois é o estado patético
De não se verbalizar...

Queria é camuflar o querer.
Verbo que nessa hora,
Mais que imperfeito se torna,
Pois não tenho você..." (Rose Felliciano)



*Mantenha a autoria do Poema*

*Imagem utilizada no Poema- desconheço a autoria.


Rose Felliciano


PALHAÇO





Palhaço

Cara esbranquiçada
provoca medo e riso,
cambaleia sem saída
nos enormes sapatos.

Gargalha a freguesia.

Coloridos pingentes
caem dos floreados laços,
dá cambalhotas,
senta e levanta
em desmedida alegria.

Sem borrar a boca vermelha
- aberta de orelha a orelha -.

Cabeleira postiça,
não esconde a careca
só a vida secreta
cheia de provação.

É minúsculo o chapéu,
cruzes negras nos olhos
escondem lágrimas,
só precisa alegrar o povaréu.

Faz rir,
faz chorar,
desperta o sono da criança,
o sonho da infância...

Percebe indiferentes almas,
fareja tristeza,
a inutilidade da fantasia
não engana a doença.

Insistente faz estrepolias,
provoca gargalhadas
desvia, tropeça
bate palmas.
Leva um pontapé
toma bolachada
e cai na solitária coxia.

O show da vida recomeça.





Soninha Porto


 

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