Poemas à flor da pele

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Elza Fraga

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ARTE DE FATIMA QUEIROZ

É preciso ter caos e frenesi dentro de si para dar
à luz uma estrela dançante.
{Friedrich Wilhelm Nietzsche(1844 - 1900)}

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Marisa Pasternak Comentário de Marisa Pasternak em 14 agosto 2009 às 12:20

Me faz sua

Beija-me na loucura
Toma conta da candura
Desse meu corpo insano

Desmancha meus cabelos
Tira meu batom
Arranca minha roupa

Beija minha boca
Arranha minha pele
Faz-me suar

Cavalga com perícia
Com toda malícia
Que só você tem

Me amansa
O sinal avança
Nesse galope sem fim

E nessa noite de lua
Faz-me mulher
Me ama e me faz sua

Anjopoesia

MARIA ROSAURA PRESTES AMARO Comentário de MARIA ROSAURA PRESTES AMARO em 19 julho 2009 às 21:44
DIA DO AMIGO.
Quisera poder levar,
A todos os meus amigos,
Belas flores pra enfeitar,
Essa nossa amizade,
Seja dos tempos antigos,
Recordando com saudade,
Os tempos de mocidade,
E hoje homenagear.

Na amizade não se esquece,
De oferecer o ombro amigo,
Quando o outro se enfraquece,
Ou está em algum perigo.

A amizade duradoura,
Sem cobrança a esperar,
É a grande salvadora,
Pois nunca está a cobrar,
Os momentos de atenção,
Se o amigo precisar.

Bendizemos a amizade,
Que devemos exaltar,
Pois ela nos enobrece,
Peço a Deus com uma prece,
Que a faça se eternizar.
Rosamaro.
Ninita Lucena Fernandes Comentário de Ninita Lucena Fernandes em 18 julho 2009 às 15:03
VENDEDOR DE SONHOS
@
Ninita Lucena
@
Vender sonhos o que será?
Será em um Cavalo Alado
Sair pelo espaço a vagar?
Estará na doce ilusão
Que acalanta o coração?
Será possível encontrar
Um profissional sonhador
Seja em qual espaço for?
Muitas respostas virão.
Digo que para sonhar
È preciso imcorporar
No mais íntimo do ser
O que está a vender.
Só quem vende poesia
Desfruta dessa alegria
Porque vende fantasia,
Beleza e muita ilusão
Brotadas dos corações
De poetas e escritores,
Onde sentimentos afloram,
Eclodindo a toda hora
Como notas musicais,
Lindos acordes angelicais.
Para vender poesias,
Literatura, arte, melodias
Que saem de corações
Apaixonados, a empatia,
É o segredo do sonhador
De belos sonhos risonhos,
O VENDEDOR DE AMOR.
Liberato Manoel Pinheiro Neto Comentário de Liberato Manoel Pinheiro Neto em 30 junho 2009 às 13:48
MANHÃ ESPECIAL

Manhã
abre teus braços
e me acolhe inteiro.
Quero me abrigar no teu colo
descansar o pensamento
em teu seio
fruir teu leite matinal.
Quero, homem criança,
num vagido,
tomar nas mãos teu ventre
e ver o sol feto
pulsar os primeiros raios.
Manhã,
abre teu corpo dia
e deixa que eu te penetre;
ainda que chova
ainda que anoiteça
ainda que eu morra.
Liberato Manoel Pinheiro Neto Comentário de Liberato Manoel Pinheiro Neto em 30 junho 2009 às 13:44
Acabei de entrar neste espaço. Enviei um poema Manhâ Especial a todos. Quando estará visível?

abraços

Pinheiro Neto
Solange Bretas Comentário de Solange Bretas em 26 junho 2009 às 0:44
Ninguém Pra Ouvir


Um deserto árido de palavras
onde a inspiração evaporou
em nuvens que o vento dissipou.
Deixei marcas confusas na areia
que o oceano diluiu e guardou pra si .
Em branco ficou no papel, o olhar e,
na boca, o gosto sequioso por dizer
da imensidão do mar do meu querer.
Um misto de dor e amor qual miragem
enlouquecendo meu pensar...
Roseane Comentário de Roseane em 20 maio 2009 às 22:41
As infinitas sensações, decorrentes do amor...

Entre a sanidade e a loucura

Contigo meu existir se reparte
Meu sentir adverte vertente
Contigo experimento o diverso do que o amor proporciona.

Em clímax experimento calafrios e suadores,
Boca seca do antes, salivante do durante molhada do depois...
Sinto o desejo do abraço, do amasso...
O aperto no peito da falta, saudade,
O arfante da vontade,
A taccardia do aproximar.

Na decorrência experimento:

Completo aquietar,
Corpo leve, sem culpa sem pressa,
No aninhar dos braços,
Um ninho
No agrado gostoso
Um laço
Dos teus olhos falantes
Palavras silentes de ternura
Nas palavras
A afetividade concreta
Das mãos o carinho suave
Do sorriso a confirmação da plenitude.
A completude.

Meu sentir no nosso depois
É paz
Aconchego
Certeza da continuidade...
MARIA ROSAURA PRESTES AMARO Comentário de MARIA ROSAURA PRESTES AMARO em 19 maio 2009 às 3:09
BRILHO NO OLHAR.

O olhar tem várias maneiras,
De expressar uma emoção,
É a reação verdadeira,
Do que vai no coração.

Um olhar firme e brilhante,
Tem muita coisa a envolver,
É expressão resultante,
Do que se tem a dizer.

Quando há um grande brilho,
Há sinal de aprovação,
Olhar assim expressivo,
Denota amor ou paixão.

O olhar calmo e sereno,
Todos gostam de fitar,
Mas quando expele veneno,
Dá vontade de chorar.

Quem tem brilho no olhar,
Tem alma límpida e saudável,
A todos está a demonstrar,
Simpatia agradável.
Joaquim Moncks Comentário de Joaquim Moncks em 6 maio 2009 às 18:30
Tô chegando pra curtir vocês, amados e amadas da Poemas. Beijão do poetinha JM.
Doroty Dimolitsas Comentário de Doroty Dimolitsas em 29 janeiro 2009 às 21:23
Banho da noiva

A rosa desabrochou,
O corpo nu banha-se suavemente
Perfuma liberando seu aroma

Em trajes de noiva
Perfume de rosas soltas.
Feito pétalas macias
Despertando cobiça...

Possibilita um grande
Bem estar, suave e prazeroso.
Impregnado a imaginação,
O coração desperta paixão.
Na visão da pele nua

Dora Dimolitsas
 

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Maria Flor da Pele (*)

Maria é uma mulher como outra qualquer. Não foge à regra e tem suas rotinas femininas. Acordar, entrar no banho, tomar um café requentado e passar, rapidamente, margarina na fatia de pão dormido, vestir-se, espremer-se dentro de um ônibus lotado e ir trabalhar. Nos horários de intervalo, corre para aproveitar o tempo. Desvia os olhos das vitrines que liquidam sonhos.
Apesar de cumprir com quase todos os afazeres femininos, Maria foge dos padrões estereotipados de mulher. Por isso, é diferente. Expõe os sentimentos. Não nega que vive equilibrando suas emoções. Fala abertamente de seus desencontros. E se precisar desafia, interroga, enfrenta, chora, berra ou sussurra.
Seu sobrenome é Flor da Pele. Seu hobby é ler e o lazer é participar de saraus. O seu trabalho pode ser a medicina, advocacia, a educação. Seu prazer é fazer poesias. Não para ganhar dinheiro, porque sabe da falta de incentivo para a cultura, mas por paixão. É só ter tempo livre e está teclando com pressa ou escrevendo em um pedaço qualquer de papel versos e rimas.
Essa Maria tem cabelos não muito curtos, ondulados, de cor clara, que prende com uma tiara combinando com a roupa. As suas vestes são um pouco escandalosas, ou melhor, autênticas. É que Maria aprendeu a diferença das palavras e autêntica é uma escandalosa que a gente gosta. Mostra unhas curtas, quase um pouco roídas. Mas sempre pintadas de esmaltes com cores vivas. E ao empinar bem os peitos firmes, afirma, provocando inveja nas outras: “são perfeitos, parecem duas bolas”.
Essa mulher poderosa, charmosa e esbanjando alegria, não resiste a um palco, ainda que não seja exatamente o tradicional. Essa mulher exibida, espetaculosa e que distribui simpatia, sabe declamar muito bem poesias. Essa mulher talentosa e que arranca aplausos, gosta de recitar poesias. E sempre que pode, decora as poesias da comunidade do Orkut “Poemas à Flor da Pele”.
Ela é especial. Poderia ser tantas Marias: Reginas, Helenas, Cristinas, Lúcias... Mas é Maria Flor da Pele, com orgulho. Tanto que anuncia bem alto a sua chegada. Ela é especial. Poderia ser tantas mulheres: indecisas, inseguras, audaciosas, tímidas... Mas é uma mulher que tem poema no seu olhar, no rebolar, no trajar, no perfumar. Com muita vaidade.
Maria Flor da Pele já foi Fernando Pessoa e agradou. É, com frequência Shakespeare, e ouve pedido de bis. É qualquer poeta quando se faz de Estátua Viva nas praças e parques de Porto Alegre, nas ruas de Bento Gonçalves ou praias do Rio de Janeiro.
É Maria por ser um nome quase universal e expressar o sentimento de qualquer mulher. E é Flor da Pele porque é a nova personagem criada pelo ator Marcos Bahrone para se apresentar nos eventos da comunidade “Poemas à Flor da Pele”. Um presente do talentoso Bahrone para as mulheres à flor da pele.
(*) escrito por Márcia Fernanda Peçanha Martins

Saia de saia (*)(**)

Hoje, coloque uma roupa
bem à vontade e saia.
Simplesmente, saia.
Por aí, sem medo.
Desfile como majestade
e convoque toda a laia.
Faça uma gandaia.
Mande até torpedo.
O que vale é se mostrar
com micro ou minissaia.
Vista-se de cobaia.
Escreva o enredo.
Não esconda suas formas
e silencie a vaia.
Fim da maracutaia
do corpo em segredo.
Ninguém tem dono aqui.
E nem lá na praia.
Saia desta tocaia.
Assuste o bruxaredo


(*) Márcia Fernanda Peçanha Martins

(**) Em solidariedade às mulheres que já militaram, militam ou ainda precisarão militar pelo feminismo no país e apoio aos movimentos de protesto contra a selvageria praticada com a estudante da Uniban

Apenas um sonho (*)


Vivendo lado a lado contigo
Andávamos de mãos dadas
E nossas almas apaixonadas
Moravam em si, num abrigo

Colhíamos sorrisos no vento
Sementes de amor e alegria
Com a mesma pena, poesia
Inspirados a todo momento

Num laço lindo, tão perfeito
Rolávamos em nosso leito
Amando-nos, tínhamos paz

Eis que um vento com efeito
Desperta-me; a cena desfaz
Era apenas sonho, nada mais...

(Lena Ferreira)

Dia de Finados, 2 de novembro


Isto é saudade (*)

Não te sentir na sala
a cuidar meus passos,
é ficar sem norte.
Isto é saudade.
Não te ceder à mala
e ajeitar teus espaços,
é falta de sorte.
Isto é saudade.

Não ouvir a tua voz
a acalentar meu rumo,
andar sem suporte.
Isto é saudade.
Não esperar por nós
para escrever o resumo,
é não ter aporte.
Isto é saudade.

Não ter teu carinho
a sussurar sentimentos
é quase um corte.
Isto é saudade.
Não tomar um vinho
com os primeiros ventos
me deixa sem porte.
Isto é saudade.

(*) Márcia Fernanda Peçanha Martins, para o meu irmão que me dói sempre de tanta saudade

Dia de Finados, 2 de novembro

Finados (*)

Eu me lembro da infância...sempre o vento
nesse dia das almas, a silenciar o meu quintal,
flores recolhidas antes de o sol se pôr, atento
cessavam os risos, as vidas saiam do original.

Abraçávamos os colos que nos davam, intrigados
com aqueles olhos que se perdiam num sem-fim,
era um dia solene, separando e dividindo mundos
vivos e mortos se confundiam, tristes, em mim.

Dos cemitérios não sei, não me levavam
mas guardo os cânticos em latim e a cor roxa
e um ritual de velas e orações é que ficaram...

O mesmo vento ainda vêm rondar a minha vida,
das minhas cenas já se foram " almas queridas,
"só hoje entendo, " olhares de vazios'...."

Ana Luiza (coisas de Ana)
 

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