Poemas à flor da pele

A Poemas é tri!

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VAI UMA PROSA AÍ?

Um convite a postar seus sentimentos também em prosa. Outro formato de expressão literária, que proporciona ao poeta um universo um pouco mais amplo para dizer o que traz no coração. Vamos?

Membros: 84
Última atividade: 1 dia atrás

A PROSA É O ÚNICO MEIO DE TER VERDADEIRA INTIMIDADE.

A distância verdadeira entre as pessoas acontece na ausência da prosa. Você pode ficar fisicamente separado de alguém, mas podendo conversar com esta pessoa, o coração está perto, a gente satisfaz a necessidade de ter intimidade, de compartilhar. Outrossim, pode viver no mesmo espaço com alguém com quem não conversa e estar irremediavelmente separado deste. Podem talvez dormir na mesma cama, ter intimidade física, mas se não rola uma boa prosa, estão sozinhos, os dois.

Poste seus textos aqui, abaixo da caixa do Fórum. Prosa? É qualquer texto de "carreirinha", frases que se seguem uma após outra, após seu ponto final, e que só se dividem em parágrafos. Se seu texto for em versos, poste-o no tópico "MAS É VERSO OU É PROSA?" do FÓRUM DE DISCUSSÕES. Lá também você pode comentar e participar de outras discussões que postamos. Puxe uma cadeira e fique à vontade!

Fórum de discussão

Gilda Miranda Krause

ENSAIOS - Nem toda prosa é poética. 19 respostas 

Iniciado por Gilda Miranda Krause. Última resposta de Gilda Miranda Krause 28 Nov.

Gilda Miranda Krause

MAS É VERSO OU PROSA?? 37 respostas 

Iniciado por Gilda Miranda Krause. Última resposta de Silvia Mendonça 18 Nov.

NEWTON DOS SANTOS SILVA

MULHER: MOLA PROPULSORA DA CIVILIZAÇÃO II (CONTINUAÇÃO) 4 respostas 

Iniciado por NEWTON DOS SANTOS SILVA. Última resposta de Gilda Miranda Krause 21 Set.

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soninha porto Comentário de soninha porto 1 dia atrás
Simplesmente divina a prosa amiga Gilda! Fiqueir mais do que feliz! Beijus.
Gilda Miranda Krause Comentário de Gilda Miranda Krause em 2 dezembro 2009 às 1:07
A POEMAS É... Mais que TRI. A POEMAS É ARQUI! Tri seria, se ela fosse meridional, mas a POEMAS é plural, extrasensorial, internacional, interplanetária, UNIVERSAL, fala a linguagem da alma, aquela que tem tradução simultânea no céu e no inferno.

A POEMAS é algo que se pode chamar de LOADING ZONE, que são áreas de livre trânsito, que não podem ser ocupadas por ninguém de maneira permanente, que não podem ter um dono cativo. LOADING ZONES devem ser utilizadas por todos, pelo tempo necessário para uma manobra, e logo em seguida desocupadas para dar lugar a quem também necessita manobrar.

A POEMAS é MULTI. Quando você abre a página da POEMAS, é como olhar naquele buraquinho do caleidosópio. Se vc abrir um caleidoscópio, não vai encontrar nada senão um punhado de cacos de vidro lá dentro, mas se olhar por aquele buraquinho... vai vislumbrar o Explendor do Universo... e sabe o que produz tal espetáculo? A LUZ...

Beijos coloridos da uma aLUZcinada pelo explendor.
Gilda Miranda Krause Comentário de Gilda Miranda Krause em 28 novembro 2009 às 7:22
Postei um ensaio no fórum, aqui em cima. Pra ler tem que clicar em "ENSAIOS" e lá, clicar no "LAST", porque a última postagem fica na última página. Finalizo com um trecho de um texto genial de Simon Travaglia chamado OPERADOR BASTARDO DO INFERNO, que vale a pena conferir...
Gilda Miranda Krause Comentário de Gilda Miranda Krause em 27 novembro 2009 às 23:02
Pelo jeito a toca deve estar muito agradável, embora ninguém mereça ficar entocado com esse calor! Saudade das meninas e dos meninos, Gê Fázio, Sílvia, Adroaldo e meu querido amigo Olympio... saudades!
Silvia Mendonça Comentário de Silvia Mendonça em 18 novembro 2009 às 22:08
Depende do bicho, Gilda. Alguns preferem ficar "entocados", hibernando, por longos meses, até que se sintam confortáveis para colocar a "cabeça para fora". Outros, precisam serem protegidos da extinção, "presos", por que não? Sim, eu acredito que, além de loba (cannis lupus fêmea) - mamífero canideo, selvagem e carnívoro (do tamanho de um cão grande), também tenha algo de felino, uma onça (nome comum a três felinos americanos) como dizes, que não se cutuca com vara curta... Ela pode miar, feito gatinho doméstico; uivar, feito loba; urrar, feito predadora que é. Mas a melhor definição que encontrei nos dicionários para Onça, e que se parece mais comigo, é: pessoa valente, destemida, invencível. Interessante analogia, não? Quanto a ti, ainda não consegui imaginar que tipo de bicho tu te pareces. Que tal dar uma pista? Se é para criar um novo fórum para as fotopoetisas, estou dentro, porque aderi a esse tipo de arte, até por ser mais direta - não dizem que uma imagem vale mais que mil palavras? Sei que não deve ser fácil administrar um fórum de discussão, ainda mais com esse tema, Gilda. Mas, devo dizer que acho a tecla "delete" extremamente fascista (acabo de ter minha página no Mural dos Escritores "deletada", sem ser consultada; assim como em meados deste ano aconteceu o mesmo no Caiubi). A sensação é de total impotência: podemos ser acusados, caluniados, mas não acusados sem direito de defesa. Somos inocentes, até que se prove o contrário. Portanto, também não gosto da interferência de quem administra o site em meu trabalho. Não é uma questão de "milindre" - quando somos convidadas a entrar, estende-nos o tapete vermelho; depois, sem mais, chutam-nos pela porta dos fundos. Não sou suscetível a críticas, mas a arbitrariedades sou. E não estou "presa" a um formato de expressão, assim como a Fátima não está: além de artista plástica, ela é poetiza. Nada mais natural que ela goste de expressar-se unindo imagem e literatura, não? Bom, não vou estender-me, já que deixastes claro que devemos criar um espaço específico para "prosear com imagens". Não é a primeira vez que temos opinião contrária sobre um tema, Gilda. No entanto, não acho necessário fazer deste fórum um campo de batalha, pois esta não é a finalidade do mesmo. Aliás, bastante pertinente em um site literário. Gostaria de continuar opinando por aqui, ao teu lado, sem maiores inconvenientes. Por isso, peço: antes de ter algo deletado por aqui, gostaria de ser avisada antes. E meu ego não é tão inflado que eu não absorva um "não" dito com propriedade.

Está bastante calor por aqui, mas o ar condicionado permite-me ficar na "toca" até que a "temperatura" ambiente volte ao normal.
E, tens razão, gosto de andar solta, sem uma coleira tolhendo os meus movimentos. Quem não gosta?

Beijos carinhosos,
Gilda Miranda Krause Comentário de Gilda Miranda Krause em 16 novembro 2009 às 19:13
Mas retomando o rumo da prosa, este calor tem feito verter uma prosa sedenta e poética nas entranhas de Silvia Mendonça. Mendonça lembra onça, tem uma coisa felina, mas ela finge ser loba e uiva quando apaixonada. O calor faz os bixos sairem da toca. Bixo tem que andar solto....
Gilda Miranda Krause Comentário de Gilda Miranda Krause em 16 novembro 2009 às 13:36
Fotopoema é um outro formato literário. Prosa é texto, é conversa escrita. Prosa pode ser poética, mas com imagem não se proseia. Peço que abram um forum de discussões, assim como debatemos "Mas é Verso ou Prosa?", espaço para onde eu copio e colo os versos que são postados aqui. Vamos debater, então, mas no lugar certo, por favor. Copiar e colar era meu procedimento com os versos. Deletei as imagens porque ficou muito dissociado de todo o resto da discussão, segmentou o curso da conversa e não havia espaço separado para este tipo de conteúdo. Peço ás fotopoetisas que abram um grupo para seus trabalhos, ou abram um foro de discussão para o debate. Quanto á tecla "delete", não tenho problemas com ela. Tudo que existe tem sua função e deve ser usado para o que se presta. O "não" existe para ser dito, embora provoque reações difìceis da gente adminsitrar. Quem tem coragem para dizê-lo tem que aprender a arcar com as consequências. Além disso, o que rolou depois de eu ter usado a famigerada tecla foi uma ótima prosa! Até a Fátima conseguiu prosear sem usar imagens! Não barrei nada, só quero mostrar que ninguém é intocável, e que cada um tem que lidar com seus melindres. Tocar nas sucetibilidades ainda é a melhor maneira de despertar quem está preso em apenas um formato de se expressar. Aqui está a prova...
Silvia Mendonça Comentário de Silvia Mendonça em 16 novembro 2009 às 13:08
Calma, meninas! Um pouco de bom senso não faz mal a ninguém. Gilda, conheço a Fátima desde o Poética Digital, tivemos nossas diferenças, mas respeito sua forma de expressar - que é o "Poema Visual". Se formos seguir as normas desse grupo, não há nada que a impeça de participar da maneira dela. Eu não vi o trabalho que foi "deletado". Esta é até outra maneira de discutirmos o que é prosa e o que é poesia, e quais as formas de manifestação de ambos os estilos. Os foto-poemas, por exemplo, não podem ser "barrado", pois "casam" imagem e texto de forma harmoniosa. A prosa, realmente, não cabe em espaço tão "restrito". Vamos, pois, voltar à "boa prosa", como tu diz, Gilda, que significa, antes de tudo (na minha opinião), papo civilizado, sem constrangimentos, sem censura, sem preconceito, sem "desaforos", com elegância e cabeça fria. Sei que tu és bastante carinhosa e compreensiva com todos, Gilda, querida. E não vi no que a Fátima disse nenhuma "provocação", mas a manifestação democrática da sua (dela) opinião sobre sua forma de participar desse debate. Portanto, vamos mesmo manter a "compostura" e esquecer a tecla delete, que, para mim, cheira a censura. Sendo jornalista, tenho verdadeiro horror a essa palavra.
Beijos às duas, Gilda e Fátima,
que considero, antes de qualquer coisas,
duas grandes amigas.
fátima queiroz Comentário de fátima queiroz em 15 novembro 2009 às 14:55
se vc limitou a prosa...vc tem o direito e o meu é me retirar de seu grupo, sem desaforos, certo?
é pq a única maneira de participar é lendo como tenho feito... já que não posso me expressar com poesia visual...
um abraço sem recentimentos...
fátima queiroz Comentário de fátima queiroz em 15 novembro 2009 às 14:53
gilda, eu li o " que está rolando " sim e dei a minha contribuição através de poesia visual, assim como a imagem escolhida para o grupo é uma poesia visual!
talvez vc não saiba mais a minha área é literatura e me interesso sim pelo assunto, quando vc me enviou o convite para o grupo eu me justifiquei a vc que nada escrevia, mais tudo bem! entendido!
 

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O HIV que você não vê (*)

No dia 1º de dezembro, o mundo inteiro prepara homenagens para lembrar os milhões de mortos pelo vírus HIV e, principalmente, a preocupação com a crescente contaminação da AIDS. No mundo, milhões de pessoas vivem com HIV. O vírus, conhecido inicialmente como aquele que atacava mais os homossexuais e os usuários de drogas injetáveis, quando foram descobertos os primeiros casos da moléstia, no final dos anos 70, em São Francisco (Estados Unidos), alastra-se cada vez mais. Os últimos relatórios do Programa Conjuntos das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), confirmam que todos são vulneráveis.
Não existe mais um único grupo de risco e todos são responsáveis pelo aumento do número de casos. Não basta usar a simbólica fitinha vermelha no dia 1º, adotado pela Organização das Nações Unidas (ONU), após um encontro de ministros da saúde de 140 países, reunidos em Londres, em 1988, como o Dia Mundial de Luta Contra a AIDS. Não basta mais chorar a perda dos nossos ídolos, conhecidos, amigos e amigas. É preciso despir-se do preconceito e da discriminação. Todos estão sujeitos a ser infectados pelo vírus. É preciso deixar de lados juízos parciais e a ignorância na divulgação dos estereótipos que marcaram a doença nos primeiros casos.
Hoje, existem os órfãos da AIDS, a quem devemos, no mínimo, emprestar solidariedade emocional e financeira pela omissão no início da descoberta da doença. Mas existem também as mulheres infectadas, os homens infectados, os usuários de drogas injetáveis, os transexuais, os jovens, os homossexuais, os heterossexuais e os casais pertencentes a relacionamentos monogâmicos. A única forma de prevenção a AIDS, conhecida até o momento, é o preservativo. E isso deve ser disseminado cada vez mais pela mídia, pelos formadores de opinião, pelas campanhas governamentais.
As formas de colaborar com a redução das pessoas infectadas pelo HIV são muitas e exigem, principalmente, uma maior ação ofensiva das três esferas de governo. Mas a nossa contribuição individual é decisiva. Como? Talvez colocando fim ao preconceito inicial da doença que matava mais rápido do que o vírus. Ou auxiliando mais os órgãos de apoio, como o Grupo de Apoio à Prevenção à Aids (GAPA). Ou investindo não só na distribuição gratuita de medicamentos, como o conhecido coquetel, mas também oferecendo aos portadores do vírus uma vida com qualidade.
Quando se fala em vida com qualidade, é conveniente lembrar que devemos também combater o vírus da tristeza, que contamina o portador do HIV; o vírus da desesperança, que baixa as defesas do infectado ao descobrir tanta ignorância em sua volta. E, especialmente, o vírus da omissão, que está infectando muita gente em pleno século XXI. Devemos lutar e participar dos movimentos para discutir a epidemia e descobrir novas formas de prevenção, além de propagar o uso da camisinha.
Porque já choramos a morte de tantos, como Rock Hudson, Henfil, Lauro Corona, Cazuza, Fred Mercury; Cláudia Magno; Renato Russo; Herbert de Souza (o Betinho), Sandra Bréa, Caio Fernando de Abreu, entre tantos outros que nos trazem saudades. Como lembrou a Rita Lee na música “O Gosto do Azedo”: sou a dor da tortura, uma nova ditadura, terminal da loucura, sou o vírus sem cura, sou o HIV que você não vê, mas eu vejo você”. Está na hora de celebrar a vida e não a morte de tantos pela Síndrome da Imunodeficiência Adquirida.


(*) Márcia Fernanda Peçanha Martins

Concurso de poesia de Natal


Poetas:
A Comunidade Poemas à Flor da Pele promove um concurso de poesias de Natal. Vejam os detalhes e participem

1. Tema: natal
- a poesia deve ser inédita
- tamanho não superior a um tópico do Orkut

2. Inscrições
2.1.Período de inscrições
01.12.09 à 15.12.09
2.2 Como se inscrever
Exclusivamente por e-mail enviado para o
endereçoconcursopoemasnatal@hotmail.com

3. Seleção
A escolha da poesia vencedora será feita por uma comissão de jurados que será preservada até o final do concurso e de conhecimento apenas da organização do concurso.

4. Informações
http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=12590356&tid=5409913743499793121

Datas comemorativas do mês de dezembro


1º - Dia Internacional da Luta contra a AIDS
- Dia do Imigrante
02 - Dia Nacional do Samba
- Dia da Astronomia
- Dia Pan-americano da Saúde
- Dia Nacional das Relações Públicas
03 - Dia Internacional do Portador de Deficiência
04 - Dia da Propaganda
- Dia do Orientador Educacional
08 - Dia Mundial da Imaculada Conceição
- Dia da Família
- Dia da Justiça
09 - Dia da Criança Defeituosa
- Dia do Fonoaudiólogo
10 - Declaração Universal Direitos Humanos
- Dia Internacional dos Povos Indígenas
- Dia Universal do Palhaço
11 - Dia do Arquiteto
- Dia do Engenheiro
13 - Dia do Cego
- Dia do Marinheiro
- Dia do Ótico
- Dia de Santa Luzia
14 - Dia Nacional do Ministério Público
18 - Dia do Museólogo
21 - Dia do Atleta
22 - Início do verão
23 - Dia do Vizinho
24 - Dia do Órfão
25 - Natal
26 - Dia da Lembrança
28 - Dia do Salva-vidas
31 - Reveillon

Maria Flor da Pele (*)

Maria é uma mulher como outra qualquer. Não foge à regra e tem suas rotinas femininas. Acordar, entrar no banho, tomar um café requentado e passar, rapidamente, margarina na fatia de pão dormido, vestir-se, espremer-se dentro de um ônibus lotado e ir trabalhar. Nos horários de intervalo, corre para aproveitar o tempo. Desvia os olhos das vitrines que liquidam sonhos.
Apesar de cumprir com quase todos os afazeres femininos, Maria foge dos padrões estereotipados de mulher. Por isso, é diferente. Expõe os sentimentos. Não nega que vive equilibrando suas emoções. Fala abertamente de seus desencontros. E se precisar desafia, interroga, enfrenta, chora, berra ou sussurra.
Seu sobrenome é Flor da Pele. Seu hobby é ler e o lazer é participar de saraus. O seu trabalho pode ser a medicina, advocacia, a educação. Seu prazer é fazer poesias. Não para ganhar dinheiro, porque sabe da falta de incentivo para a cultura, mas por paixão. É só ter tempo livre e está teclando com pressa ou escrevendo em um pedaço qualquer de papel versos e rimas.
Essa Maria tem cabelos não muito curtos, ondulados, de cor clara, que prende com uma tiara combinando com a roupa. As suas vestes são um pouco escandalosas, ou melhor, autênticas. É que Maria aprendeu a diferença das palavras e autêntica é uma escandalosa que a gente gosta. Mostra unhas curtas, quase um pouco roídas. Mas sempre pintadas de esmaltes com cores vivas. E ao empinar bem os peitos firmes, afirma, provocando inveja nas outras: “são perfeitos, parecem duas bolas”.
Essa mulher poderosa, charmosa e esbanjando alegria, não resiste a um palco, ainda que não seja exatamente o tradicional. Essa mulher exibida, espetaculosa e que distribui simpatia, sabe declamar muito bem poesias. Essa mulher talentosa e que arranca aplausos, gosta de recitar poesias. E sempre que pode, decora as poesias da comunidade do Orkut “Poemas à Flor da Pele”.
Ela é especial. Poderia ser tantas Marias: Reginas, Helenas, Cristinas, Lúcias... Mas é Maria Flor da Pele, com orgulho. Tanto que anuncia bem alto a sua chegada. Ela é especial. Poderia ser tantas mulheres: indecisas, inseguras, audaciosas, tímidas... Mas é uma mulher que tem poema no seu olhar, no rebolar, no trajar, no perfumar. Com muita vaidade.
Maria Flor da Pele já foi Fernando Pessoa e agradou. É, com frequência Shakespeare, e ouve pedido de bis. É qualquer poeta quando se faz de Estátua Viva nas praças e parques de Porto Alegre, nas ruas de Bento Gonçalves ou praias do Rio de Janeiro.
É Maria por ser um nome quase universal e expressar o sentimento de qualquer mulher. E é Flor da Pele porque é a nova personagem criada pelo ator Marcos Bahrone para se apresentar nos eventos da comunidade “Poemas à Flor da Pele”. Um presente do talentoso Bahrone para as mulheres à flor da pele.
(*) escrito por Márcia Fernanda Peçanha Martins

Saia de saia (*)(**)

Hoje, coloque uma roupa
bem à vontade e saia.
Simplesmente, saia.
Por aí, sem medo.
Desfile como majestade
e convoque toda a laia.
Faça uma gandaia.
Mande até torpedo.
O que vale é se mostrar
com micro ou minissaia.
Vista-se de cobaia.
Escreva o enredo.
Não esconda suas formas
e silencie a vaia.
Fim da maracutaia
do corpo em segredo.
Ninguém tem dono aqui.
E nem lá na praia.
Saia desta tocaia.
Assuste o bruxaredo


(*) Márcia Fernanda Peçanha Martins

(**) Em solidariedade às mulheres que já militaram, militam ou ainda precisarão militar pelo feminismo no país e apoio aos movimentos de protesto contra a selvageria praticada com a estudante da Uniban
 

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