Poemas à flor da pele

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o vazio de que somos feitos revela armadilhas direciona alvos desordena sentidos e leva-nos a pass…



o vazio
de que somos feitos
revela armadilhas
direciona alvos
desordena sentidos
e leva-nos a passos
sem direção
a vida passa a ser
acúmulos de nada

Soninha Porto
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Postado em 7 novembro 2009 às 22:17 ‚Äî

soninha porto

MEUS AMADOS POETAS, QUE FAZEM PARTE DA ANTOLOGIA POEMAS À FLOR DA PELE, VOLUME 2




Um grupo relevante estará conosco no lançamento do livro, dia 8 de outubro, NO XVII CONGRESSO DE POESIA EM BENTO GONÇALVES/RS.
Este ano homenageia o Ano da França no Brasil e, certamente, grupos deste país se farão representar.
Pode-se visitar, Escolas, bibliot… Continuar

Postado em 14 agosto 2009 às 16:00 ‚Äî

soninha porto

2ª ANTOLOGIA POEMAS À FLOR DA PELE


É com muita alegria que estamos finalizando a 2ª antologia da comunidade. A primeira foi um verdadeiro arraso, circula pelas mãos de admiradores, poetas e escritores por esse Brasil afora, sendo muito requisitada em todos os lugares que chega.
Agradeço aos amigos… Continuar

Postado em 13 julho 2009 às 14:00 ‚Äî 41 Comentários

soninha porto

Abismos




a chama inquieta da paixão
dengosa, livre
saboreia volúpias ao anoitecer

vultos rolam pela madrugada,
vibram no macio do cetim
incendiando a alcova

imagem do amor-saudade
que bate sem dó
no abismo da solidão

Soninha Porto
www.soninhaporto.com

(Imagem do Google)

Postado em 18 agosto 2008 às 14:30 ‚Äî 2 Comentários

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Às 13:19 em 23 novembro 2009, fátima queiroz disse...
http://poemasaflordapele1.blogspot.com/
Às 13:10 em 23 novembro 2009, fátima queiroz disse...
comecei a decoração de natal no site
Às 17:38 em 22 novembro 2009, fátima queiroz disse...
Em 4:44pm on novembro 22, 2009, Neusa Maria Travi Madsen deu para soninha porto um presente...
Obrigada pelo convite ! Um grande abraço
Da Loja de presentes
Às 22:34 em 10 novembro 2009, Chris Herrmann disse...
Obrigada pelo presente, Soninha! Um beijo e boa semana!
Às 10:34 em 9 novembro 2009, soninha porto disse...
Bom dia para todos, uma alegria vir aqui e sentir esse entusiasmo, essa amizade que brota por todos os cantos desse grupo, adoro vocês.
Às 13:04 em 8 novembro 2009, Gilda Miranda Krause disse...
Grata, Soninha, pelas flores e por seu carinho, que coloriram minha página e alegraram ainda mais a minha vida. Beijokassssssssss!!!!
Em 2:05am on novembro 07, 2009, LUCIANE SILVA deu para soninha porto um presente...
Olá! Receba o meu abraço fraterno!
Da Loja de presentes
Às 0:24 em 5 novembro 2009, Vera Salbego disse...
Amiga estou muito orgulhosa por teres coragem e lançar teu primeiro livro.Parabéns estrei lá.Beijocas no teu coração.
Em 2:21pm on novembro 01, 2009, maria Clara Segobia deu para soninha porto um presente...
Que no teu caminho colhas muitas flores e que as pedras com maestria saibas ultrapassá-las, como sempre. Carinhos
Da Loja de presentes
 
 

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C# adicionou 6 fotos
2 minutos atrás
7 horas atrás
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"...Amor e indiferença são irmãos antagônicos filhos do sorriso e do desprezo. Ah esse dúbio sentimento!" Encantada, encantada! Voltarei, assim como chuva de verão, mas voltarei! Até!
8 horas atrás
"...Porque como a verdade que não se dobra e seu intencional ocultar a vida rouba é intenso, invencível e infrene o amor.." Que doce seus versos! Realmente lindos versos! Gostando muito de te ler! Fique bem! Bjus poéticos.
8 horas atrás
Gilbamar de Oliveira Bezerra adicionou 6 postagens ao blog
9 horas atrás
9 horas atrás
Da Loja de presentes
9 horas atrás

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tecendo arte na rede

Maria Flor da Pele (*)

Maria é uma mulher como outra qualquer. Não foge à regra e tem suas rotinas femininas. Acordar, entrar no banho, tomar um café requentado e passar, rapidamente, margarina na fatia de pão dormido, vestir-se, espremer-se dentro de um ônibus lotado e ir trabalhar. Nos horários de intervalo, corre para aproveitar o tempo. Desvia os olhos das vitrines que liquidam sonhos.
Apesar de cumprir com quase todos os afazeres femininos, Maria foge dos padrões estereotipados de mulher. Por isso, é diferente. Expõe os sentimentos. Não nega que vive equilibrando suas emoções. Fala abertamente de seus desencontros. E se precisar desafia, interroga, enfrenta, chora, berra ou sussurra.
Seu sobrenome é Flor da Pele. Seu hobby é ler e o lazer é participar de saraus. O seu trabalho pode ser a medicina, advocacia, a educação. Seu prazer é fazer poesias. Não para ganhar dinheiro, porque sabe da falta de incentivo para a cultura, mas por paixão. É só ter tempo livre e está teclando com pressa ou escrevendo em um pedaço qualquer de papel versos e rimas.
Essa Maria tem cabelos não muito curtos, ondulados, de cor clara, que prende com uma tiara combinando com a roupa. As suas vestes são um pouco escandalosas, ou melhor, autênticas. É que Maria aprendeu a diferença das palavras e autêntica é uma escandalosa que a gente gosta. Mostra unhas curtas, quase um pouco roídas. Mas sempre pintadas de esmaltes com cores vivas. E ao empinar bem os peitos firmes, afirma, provocando inveja nas outras: “são perfeitos, parecem duas bolas”.
Essa mulher poderosa, charmosa e esbanjando alegria, não resiste a um palco, ainda que não seja exatamente o tradicional. Essa mulher exibida, espetaculosa e que distribui simpatia, sabe declamar muito bem poesias. Essa mulher talentosa e que arranca aplausos, gosta de recitar poesias. E sempre que pode, decora as poesias da comunidade do Orkut “Poemas à Flor da Pele”.
Ela é especial. Poderia ser tantas Marias: Reginas, Helenas, Cristinas, Lúcias... Mas é Maria Flor da Pele, com orgulho. Tanto que anuncia bem alto a sua chegada. Ela é especial. Poderia ser tantas mulheres: indecisas, inseguras, audaciosas, tímidas... Mas é uma mulher que tem poema no seu olhar, no rebolar, no trajar, no perfumar. Com muita vaidade.
Maria Flor da Pele já foi Fernando Pessoa e agradou. É, com frequência Shakespeare, e ouve pedido de bis. É qualquer poeta quando se faz de Estátua Viva nas praças e parques de Porto Alegre, nas ruas de Bento Gonçalves ou praias do Rio de Janeiro.
É Maria por ser um nome quase universal e expressar o sentimento de qualquer mulher. E é Flor da Pele porque é a nova personagem criada pelo ator Marcos Bahrone para se apresentar nos eventos da comunidade “Poemas à Flor da Pele”. Um presente do talentoso Bahrone para as mulheres à flor da pele.
(*) escrito por Márcia Fernanda Peçanha Martins

Saia de saia (*)(**)

Hoje, coloque uma roupa
bem à vontade e saia.
Simplesmente, saia.
Por aí, sem medo.
Desfile como majestade
e convoque toda a laia.
Faça uma gandaia.
Mande até torpedo.
O que vale é se mostrar
com micro ou minissaia.
Vista-se de cobaia.
Escreva o enredo.
Não esconda suas formas
e silencie a vaia.
Fim da maracutaia
do corpo em segredo.
Ninguém tem dono aqui.
E nem lá na praia.
Saia desta tocaia.
Assuste o bruxaredo


(*) Márcia Fernanda Peçanha Martins

(**) Em solidariedade às mulheres que já militaram, militam ou ainda precisarão militar pelo feminismo no país e apoio aos movimentos de protesto contra a selvageria praticada com a estudante da Uniban

Apenas um sonho (*)


Vivendo lado a lado contigo
Andávamos de mãos dadas
E nossas almas apaixonadas
Moravam em si, num abrigo

Colhíamos sorrisos no vento
Sementes de amor e alegria
Com a mesma pena, poesia
Inspirados a todo momento

Num laço lindo, tão perfeito
Rolávamos em nosso leito
Amando-nos, tínhamos paz

Eis que um vento com efeito
Desperta-me; a cena desfaz
Era apenas sonho, nada mais...

(Lena Ferreira)

Dia de Finados, 2 de novembro


Isto é saudade (*)

Não te sentir na sala
a cuidar meus passos,
é ficar sem norte.
Isto é saudade.
Não te ceder à mala
e ajeitar teus espaços,
é falta de sorte.
Isto é saudade.

Não ouvir a tua voz
a acalentar meu rumo,
andar sem suporte.
Isto é saudade.
Não esperar por nós
para escrever o resumo,
é não ter aporte.
Isto é saudade.

Não ter teu carinho
a sussurar sentimentos
é quase um corte.
Isto é saudade.
Não tomar um vinho
com os primeiros ventos
me deixa sem porte.
Isto é saudade.

(*) Márcia Fernanda Peçanha Martins, para o meu irmão que me dói sempre de tanta saudade

Dia de Finados, 2 de novembro

Finados (*)

Eu me lembro da infância...sempre o vento
nesse dia das almas, a silenciar o meu quintal,
flores recolhidas antes de o sol se pôr, atento
cessavam os risos, as vidas saiam do original.

Abraçávamos os colos que nos davam, intrigados
com aqueles olhos que se perdiam num sem-fim,
era um dia solene, separando e dividindo mundos
vivos e mortos se confundiam, tristes, em mim.

Dos cemitérios não sei, não me levavam
mas guardo os cânticos em latim e a cor roxa
e um ritual de velas e orações é que ficaram...

O mesmo vento ainda vêm rondar a minha vida,
das minhas cenas já se foram " almas queridas,
"só hoje entendo, " olhares de vazios'...."

Ana Luiza (coisas de Ana)
 

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