Poemas à flor da pele

A Poemas é tri!

Carlos Eduardo Martins
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ARTE DA DESFORRA apresenta: SAFO A Venus de Lesbos “de que valem as leis do que é justo ou injusto” Direção: Carlos Eduardo Martins com: Márcia Correa Sier Ana Helena Dias Isadora dos Anjos Carlos Eduardo Martins Robin Sier A peça faz parte d...
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setembro 20
Salve Poeta!!! Realmente a nossa vida é um eterno lascar unhas nas pedras, mas percorrendo o caminho que tu percorrestes, com luta se encontra o sonho. Parabéns, adorei teu poetar!!! grande abraço.
setembro 5
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Ator, diretor, cenografo, escritor...

texto do poeta portugues Herberto Helder

O jeito em que todas as coisas foram colocadas instigou-me à vocação selvagem da desordem; estimula-me o pensamento de desmanchar tudo; os sítios do tempo. Porque a história tem de ser feita ao contrário.

A casa é como uma escrita onde as palavras se motivam e desenvolvem por si próprias e as metáforas se geram como animadas extensões da carne, do sangue. O homem comprou o seu bilhete e ei-lo a percorrer paises como se trouxesse dentro de si, acesa, uma lâmpada – e para ela todo se inclinasse enquanto as cidades, os povos, as línguas, são atravessados, abandonados – eximidos às atenções e tentações da ternura. Assim se perde uma vida, ou serviu ela apenas para este ganho obscuro: a pureza adquirida na desordem, e depois a fusão dos dias múltiplos numa única noite ordinária. Redil. Volta ao redil, e diz: - tresmalhado – com tal sentimento de extravio redimido que o júbilo mortificado pulsa nele como pura vitalidade, celebração comovida – a grande salvação.

A história, a cultura, a experiência, a biografia fornecem graus menores de sentido, desordens pequenas de símbolos, um secreto convite para a completa representação expressiva das coisas, uma metáfora da totalidade e unidade formais do mundo. A realidade é um rapto. De uma para outra queimam-se os dedos, e como é de fogo que aqui se trata, tudo se ilumina.

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Carlos Eduardo Martins

SAFO, A Venus de Lesbos

ARTE DA DESFORRA apresenta:

SAFO
A Venus de Lesbos

“de que valem as leis do que é justo ou injusto”

Direção: Carlos Eduardo Martins

com:
Márcia Correa Sier
Ana Helena Dias
Isadora dos Anjos
Carlos Eduardo Martins
Robin Sier

A peça faz parte das comemorações do Ano da França no Brasil e tem como tema a poetiza grega SAFO, resgatada pelo poeta francês Charles Baudelaire. Segue abaixo um breve estudo do que motivou a escolha do tema:

Em outubro de 1845, Charles Baudelaire anuncia o lançamento… Continuar

Postado em 28 novembro 2009 às 11:11 ‚Äî

Carlos Eduardo Martins

TRILOGIA DEL REY

TRILOGIA DEL REY

I

penetrando
portas entreabertas
abrindo a mente para o futuro
adentro cabeças pensantes
presentes em horizontes distantes

... de repente
adentra na tela
a nobreza de Del Rey
vida pulsante de angustia
dobrando esquinas imaginarias
(des) esperando
num fluxo constante

idas...
buscas...
sonhos...
ganhos...
perdas...
vindas...

vivendo o pesadelo
de ser mente linda
no mundo imundo
copos de Baco
noites
mal dormidas
mal curtidas
bocas...
amargo amanhecer
banho
tudo de novo...
esqu… Continuar

Postado em 11 novembro 2009 às 13:35 ‚Äî

Carlos Eduardo Martins

TRILOGIA DEL REY

TRILOGIA DEL REY

I

penetrando
portas entreabertas
abrindo a mente para o futuro
adentro cabeças pensantes
presentes em horizontes distantes

... de repente
adentra na tela
a nobreza de Del Rey
vida pulsante de angustia
dobrando esquinas imaginarias
(des) esperando
num fluxo constante

idas...
buscas...
sonhos...
ganhos...
perdas...
vindas...

vivendo o pesadelo
de ser mente linda
no mundo imundo
copos de Baco
noites
mal dormidas
mal curtidas
bocas...
amargo amanhecer
banho
tudo de novo...
esqu… Continuar

Postado em 11 novembro 2009 às 13:35 ‚Äî

Carlos Eduardo Martins

MARINA III

as ondas da vida
marcam Marina
com linhas de lias,
desenhos mutáveis
instáveis e belos,
formadas por grãos
de emoções desenhadas
na areia de ser
inteira no vento
violento do amor
transbordante
alegria nos olhos
brilhantes
que tudo assistem
com o coração
repleto de amor
em silentes canções
entoadas capelas
oram por nós
amarrados no caos
da lida diária
és o alento
florido da paz
que um dia virá
com a tua voz
e nos tomará
... tomara!

“hei de lhe dizer
que nada posso dizer
diante das palavras
a mim… Continuar

Postado em 20 setembro 2009 às 0:21 ‚Äî

Carlos Eduardo Martins

DA VIDA...

Da vida
não quero vírus
quero a virada fatal
da faca afiada
na pedra florida
da prata fria
quentes limalhas
iluminam o espaço
separando dois corpos ardentes
ansiedades virtuais
realidades
concretizam no ato do viver
a metáfora de serem
solto nas trevas
iluminados pelo sol
negro do tempo presente
(de grego) que a vida te deu
esperanças vencidas
no dia-a-dia
constrói-se uma lida
de lias marcadas na praia
vermelha
“do sangue jorrado das virgens”

Postado em 20 setembro 2009 às 0:18 ‚Äî

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Às 3:44 em 27 setembro 2009, virgínia fulber além mar disse...
querido amigo
muito obrigada, abraços afetuosos
Bom domingo !
 
 

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tecendo arte na rede

Maria Flor da Pele (*)

Maria é uma mulher como outra qualquer. Não foge à regra e tem suas rotinas femininas. Acordar, entrar no banho, tomar um café requentado e passar, rapidamente, margarina na fatia de pão dormido, vestir-se, espremer-se dentro de um ônibus lotado e ir trabalhar. Nos horários de intervalo, corre para aproveitar o tempo. Desvia os olhos das vitrines que liquidam sonhos.
Apesar de cumprir com quase todos os afazeres femininos, Maria foge dos padrões estereotipados de mulher. Por isso, é diferente. Expõe os sentimentos. Não nega que vive equilibrando suas emoções. Fala abertamente de seus desencontros. E se precisar desafia, interroga, enfrenta, chora, berra ou sussurra.
Seu sobrenome é Flor da Pele. Seu hobby é ler e o lazer é participar de saraus. O seu trabalho pode ser a medicina, advocacia, a educação. Seu prazer é fazer poesias. Não para ganhar dinheiro, porque sabe da falta de incentivo para a cultura, mas por paixão. É só ter tempo livre e está teclando com pressa ou escrevendo em um pedaço qualquer de papel versos e rimas.
Essa Maria tem cabelos não muito curtos, ondulados, de cor clara, que prende com uma tiara combinando com a roupa. As suas vestes são um pouco escandalosas, ou melhor, autênticas. É que Maria aprendeu a diferença das palavras e autêntica é uma escandalosa que a gente gosta. Mostra unhas curtas, quase um pouco roídas. Mas sempre pintadas de esmaltes com cores vivas. E ao empinar bem os peitos firmes, afirma, provocando inveja nas outras: “são perfeitos, parecem duas bolas”.
Essa mulher poderosa, charmosa e esbanjando alegria, não resiste a um palco, ainda que não seja exatamente o tradicional. Essa mulher exibida, espetaculosa e que distribui simpatia, sabe declamar muito bem poesias. Essa mulher talentosa e que arranca aplausos, gosta de recitar poesias. E sempre que pode, decora as poesias da comunidade do Orkut “Poemas à Flor da Pele”.
Ela é especial. Poderia ser tantas Marias: Reginas, Helenas, Cristinas, Lúcias... Mas é Maria Flor da Pele, com orgulho. Tanto que anuncia bem alto a sua chegada. Ela é especial. Poderia ser tantas mulheres: indecisas, inseguras, audaciosas, tímidas... Mas é uma mulher que tem poema no seu olhar, no rebolar, no trajar, no perfumar. Com muita vaidade.
Maria Flor da Pele já foi Fernando Pessoa e agradou. É, com frequência Shakespeare, e ouve pedido de bis. É qualquer poeta quando se faz de Estátua Viva nas praças e parques de Porto Alegre, nas ruas de Bento Gonçalves ou praias do Rio de Janeiro.
É Maria por ser um nome quase universal e expressar o sentimento de qualquer mulher. E é Flor da Pele porque é a nova personagem criada pelo ator Marcos Bahrone para se apresentar nos eventos da comunidade “Poemas à Flor da Pele”. Um presente do talentoso Bahrone para as mulheres à flor da pele.
(*) escrito por Márcia Fernanda Peçanha Martins

Saia de saia (*)(**)

Hoje, coloque uma roupa
bem à vontade e saia.
Simplesmente, saia.
Por aí, sem medo.
Desfile como majestade
e convoque toda a laia.
Faça uma gandaia.
Mande até torpedo.
O que vale é se mostrar
com micro ou minissaia.
Vista-se de cobaia.
Escreva o enredo.
Não esconda suas formas
e silencie a vaia.
Fim da maracutaia
do corpo em segredo.
Ninguém tem dono aqui.
E nem lá na praia.
Saia desta tocaia.
Assuste o bruxaredo


(*) Márcia Fernanda Peçanha Martins

(**) Em solidariedade às mulheres que já militaram, militam ou ainda precisarão militar pelo feminismo no país e apoio aos movimentos de protesto contra a selvageria praticada com a estudante da Uniban

Apenas um sonho (*)


Vivendo lado a lado contigo
Andávamos de mãos dadas
E nossas almas apaixonadas
Moravam em si, num abrigo

Colhíamos sorrisos no vento
Sementes de amor e alegria
Com a mesma pena, poesia
Inspirados a todo momento

Num laço lindo, tão perfeito
Rolávamos em nosso leito
Amando-nos, tínhamos paz

Eis que um vento com efeito
Desperta-me; a cena desfaz
Era apenas sonho, nada mais...

(Lena Ferreira)

Dia de Finados, 2 de novembro


Isto é saudade (*)

Não te sentir na sala
a cuidar meus passos,
é ficar sem norte.
Isto é saudade.
Não te ceder à mala
e ajeitar teus espaços,
é falta de sorte.
Isto é saudade.

Não ouvir a tua voz
a acalentar meu rumo,
andar sem suporte.
Isto é saudade.
Não esperar por nós
para escrever o resumo,
é não ter aporte.
Isto é saudade.

Não ter teu carinho
a sussurar sentimentos
é quase um corte.
Isto é saudade.
Não tomar um vinho
com os primeiros ventos
me deixa sem porte.
Isto é saudade.

(*) Márcia Fernanda Peçanha Martins, para o meu irmão que me dói sempre de tanta saudade

Dia de Finados, 2 de novembro

Finados (*)

Eu me lembro da infância...sempre o vento
nesse dia das almas, a silenciar o meu quintal,
flores recolhidas antes de o sol se pôr, atento
cessavam os risos, as vidas saiam do original.

Abraçávamos os colos que nos davam, intrigados
com aqueles olhos que se perdiam num sem-fim,
era um dia solene, separando e dividindo mundos
vivos e mortos se confundiam, tristes, em mim.

Dos cemitérios não sei, não me levavam
mas guardo os cânticos em latim e a cor roxa
e um ritual de velas e orações é que ficaram...

O mesmo vento ainda vêm rondar a minha vida,
das minhas cenas já se foram " almas queridas,
"só hoje entendo, " olhares de vazios'...."

Ana Luiza (coisas de Ana)
 

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