
Vivendo lado a lado contigo
Andávamos de mãos dadas
E nossas almas apaixonadas
Moravam em si, num abrigo
Colhíamos sorrisos no vento
Sementes de amor e alegria
Com a mesma pena, poesia
Inspirados a todo momento
Num laço lindo, tão perfeito
Rolávamos em nosso leito
Amando-nos, tínhamos paz
Eis que um vento com efeito
Desperta-me; a cena desfaz
Era apenas sonho, nada mais...
(Lena Ferreira)

Isto é saudade (*)
Não te sentir na sala
a cuidar meus passos,
é ficar sem norte.
Isto é saudade.
Não te ceder à mala
e ajeitar teus espaços,
é falta de sorte.
Isto é saudade.
Não ouvir a tua voz
a acalentar meu rumo,
andar sem suporte.
Isto é saudade.
Não esperar por nós
para escrever o resumo,
é não ter aporte.
Isto é saudade.
Não ter teu carinho
a sussurar sentimentos
é quase um corte.
Isto é saudade.
Não tomar um vinho
com os primeiros ventos
me deixa sem porte.
Isto é saudade.
(*) Márcia Fernanda Peçanha Martins, para o meu irmão que me dói sempre de tanta saudade

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VAI UMA PROSA AÍ?
EU DEMORO MAS SEMPRE RETORNAREI
BEIJOS DE BOA NOITE
hoje somente hoje quero cantar a minha alma
na calmaria do meu hoje, minha alma chora vazia
sem por que, clama por alguém, por e estar sozinha
hoje nessa madrugada fria e sem coração passa lentamente
sinto-me enganada, desprotegida pelos abraços que ficaram inertes
sangro por dentro onde ninguém possa ver esse sangue quente escorrer
sinto falta de algo talvez de amar e ser realmente amada por igual
onde esta o amor? que caminho seguiu? com quem caminhou?
há se minhas estranhas pudessem me mostrar a saída dessa angustia
se os meus olhos cansados de segurar as lágrimas que teimam rolar
pelas minhas faces, deixar apenas sobressair as adrenalinas do amor
entrar na magia do momento de amar do somente amar
extirpar a dor, de ser enganada por uma falsa ilusão em meio
dessa escuridão febril dividir o que poderia ser meu com varias fantasias
variadas vestidas com vários tipos de tecidos imaginários de curta duração
onde o nada é muito pouco para que vire trapo esfarrapado trocado
a todo o momento. amores descartáveis depositados no monturo dos nossos corações,
ato do posti marylife
Good morning !
How are you ?
Thanks for your comment !
Please, see http://br.myspace.com/arthurguilhermejusto
I would be very happy with your visit !
Write me when you can, ok ?
Kiis for you !
Arthur
anyway its very nice have you with us !
with care,
George Arribas
with love,
thanks very much
geraldo maia
Às vezes acordo de madrugada
Para dar risada
Da anedota que um dia ouvi
Muito antes até, mas à época de inteiro a piada não compreendi
Sou lento como uma tartaruga
E o cérebro enrolado ainda enxuga
Tudo o que eu não entendi
Para ao final ver o mal ou bem que se cabe em si
A mãe quando eu era menino
Achava que eu era meio lerdo em desatino
Quando ainda era bem madrugadinha
E eu acordava para “cerrir” de uma velha historiazinha
Alguma polaca minha namorada
Achava que eu era da pá virada
Quando eu mal no breu da madrugada
Acordava fazendo xixi de tanto dar gargalhada
Meu cérebro detravessado era lento
Não sei o que eu tinha ou não tinha por dentro
Mas muito depois que eu reaprendia tudo de novo era um show
E eu acabava até ensinando quem me ensinou
Amigos ridentes diziam “é um louco varrido”
Minha mulher diz que é só um espírito no vácuo do ar comprimido
Mas meu pai Antenor que muito me conhecia bem
Proseava até muito mais além
Dizia que se de músico, poeta, médico e louco
Todo mundo afinal tinha um pouco
Eu era diferente, um caipora sentidor e perspicaz
Porque de músico, poeta, médico e louco eu tinha um pouco mais
Assim, muito mal de mim mesmo decodificado
Virei um poeta em alvoroço alumbrado
E faço ao derredor sempre estarem rindo
O que para mim é refloração como um bom ser existindo
Mas, ainda assim, numa pré-aurora qualquer
Surpreendo a minha musa-vítima, minha doce mulher
E acordo e rio feito um elefante desengonçado
E então é um pandareco de um sonhador espeloteado
Um dia certamente vou morrer de graceza, bem velhinho
E no Cemitério “Lágrimas do Céu” de Itararé enfim serei enterrado
Num cantinho da terra-mãe ficarei algum tempo bem quietinho
Até lembrar-me de um causo risador pra lá de engraçado...
Então, os vermes me verão todo eriçado
Com meu humor repentino depois de atrasado
E então dirão, “Esse nem depois de findo
Deixou de ser uma alma triste poeticamente sorrindo”
E rirão os meus parceiros do cemitério
Dizendo “Esse poetinha é um caso sério”
Mas até mesmo do meu epitáfio engraçado rirão, os viventes
E anjos, amigos, boêmios, conterrâneos, andorinhas, parentes
E lerão no meu túmulo:
“AQUI JAZZ UM GURI, MENINO, CURUMIM, PIÁ, MOLEQUE
QUE ENQUANTO EXISTIU FOI UMA ANDORINHA SEM BREQUE
FOI MUITO POBRE, ESTUDOU MUITO, VENCEU, TIROU TATUS
POEMAS ACIMA E ABAIXO DO NARIZ
NASCEU ANALFABETO, VIVEU ESTUDANDO
E MORREU APRENDIZ!
Silas Correa Leite, 2009 - www.portas-lapsos.zip.net
E-mail; Poesilas@terra.com.br - www.itarare.com.br/silas.htm
Poema da Série “Eram os Deuses Itarareenses?”
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