Poemas à flor da pele

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Fernandes Oliveira
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ÁUREO MOMENTO NEGRO De além-mar iniciava a navegação, Que trazia em seu porão Uma triste realidade. Negreiro o nome do navio era Trazendo de africanas terras Homens e mulheres sem liberdade. Como animais foram tratados E assim por muitos consid…
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A AMADA TERRA E SEU POVO “o amor por princípio e a ordem por base, o progresso por fim” Auguste Comte Com braço forte indo ao encontro da lança Segue, sem trégua, o povo constantemente. O futuro é longínquo, mas nunca se cansa De cantar seu brado,…
novembro 12

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ESCREVO


Constante mutação

"sou uma constante mutação,

distante de conceitos pré-estabelecidos,
sou ácido , sarcástico, simpático,
um sorriso sem graça,
um evento da natureza,
sou a hecatombe,
o paradgma,
a perplexidade ante o fácil,
sou ilógico, pacato, selvagem,
"imprevisível como ataque cardiaco"
me adoro e me odeio
me encontro longe, perto
ou no meio
bonito ou feio?
quem julgar poderá fazê-lo
sou uma imagem não encontrada em espelhos
sou singular em pessoa
e plural em virtudes"
desculpe a modéstia, mas, enfim, este sou eu


FERNANDES OLIVEIRA
minhas poesias:







Blog de Fernandes Oliveira

Fernandes Oliveira

AUREO MOMENTO NEGRO



ÁUREO MOMENTO NEGRO


De além-mar iniciava a navegação,
Que trazia em seu porão
Uma triste realidade.
Negreiro o nome do navio era
Trazendo de africanas terras
Homens e mulheres sem liberdade.

Como animais foram tratados
E assim por muitos considerados.
A mão de obra involuntária,
Produto de venda para o engenho,
E muitos se foram em lutas solitári
Continuar

Postado em 18 novembro 2009 às 0:54 ‚Äî

Fernandes Oliveira

A AMADA TERRA E SEU POVO

A AMADA TERRA E SEU POVO

“o amor por princípio e a ordem por base, o progresso por fim”
Auguste Comte

Com braço forte indo ao encontro da lança
Segue, sem trégua, o povo constantemente.
O futuro é longínquo, mas nunca se cansa
De cantar seu brado, e motivar sua gente.

Que não deitemos ao léu eternamente
Que o lindo pendão traga a lembrança
Da amada terra, onde estiver presente.
De dias melhores, é a nossa esperança.

Que a flâmula se mantenha de pé
Hasteada no mastro, e a chama acesa
A gui
Continuar

Postado em 12 novembro 2009 às 20:50 ‚Äî

Fernandes Oliveira

ESTANDO A MINHA MENTE REPLETA


Estando a minha mente repleta
De idéias e de rimas dissonantes
Procuro entre as consoantes,
A forma de a estrofe estar completa.

Tarefa falaz aos que se dizem poetas
E do engendrar se mostram distantes
Sem notar que minha poesia de antes
Sequer tinha objetivo,não tinha metas.

E se hoje assumo novo critério,
Um tom de indolente ao sério
Sabem todos quais os motivos

Pois do outro lado tive a mensagem
Que só podem gozar de homenagem
Àqueles que estão entre os vivos.

FERNANDES OLIVEIRA
Continuar

Postado em 2 novembro 2009 às 18:07 ‚Äî

Fernandes Oliveira

você que atiça minha sanha

voce que atiça minha sanha
sabe que a vontade é tamanha
de beijar-te os largos lábios
e deixar-te repousar em meus braços
fazer-te um carinho, afago
mas foges como menina atrevida
que muito sabe da vida
e eu embalado pelos seus encantos
te procuro em lugares tantos
e você não está
ao contrario pego retalhos
de diálogos parodiados
para só assim te encontrar

Postado em 27 setembro 2009 às 23:49 ‚Äî

Fernandes Oliveira

SEMEADURA

SEMEADURA

Semeadura
A palavra amor
caiu na página
como semente em terra
germinando deu dor
na fértil
e inocente
alma de um poeta

Fernandes Oliveira

Postado em 26 setembro 2009 às 1:41 ‚Äî

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Às 14:41 em 24 agosto 2009, Gilda Miranda Krause disse...
Olá! vim convidar você pra participar do grupo de prosa. Venha conferir e veja como está animada a nossa roda de rposa! Não deixe de dar uma passadinha... puxe umacadeira, e divirta-se! É só clicar no link abaixo!

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Sagitariana (*)


Uma sagitariana
Tem ares de grande mulher
Teimosa, ousada
Atrevida...

Atrapalhada
Não se deixa vencer
Pelo cansaço
Não sabe ouvir não...

Vence as lágrimas
Que derrama por tudo
Com um riso no próximo minuto

E quando você pensa que ela
Está arrasada
Ressurge feito uma fênix
Perdidamente apaixonada
Pela vida

(*) Sirlei L. Passolongo
(**) peguei um poema da Sirlei, uma sagitariana, para homenagear estas belas mulheres sagitarianas

Dia 8 de dezembro de 1994, morria Tom Jobim


Triste é viver na solidão (*)

Águas de março (**)


É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol
É peroba do campo, é o nó da madeira

Caingá, candeia, é o MatitaPereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira

É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira

Passarinho na mão, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho

No rosto o desgosto, é um pouco sozinho
É um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto
É um pingo pingando, é uma conta, é um conto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando

É a luz da manhã, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama

É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato, na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão

É a promessa de vida no teu coração
É uma cobra, é um pau, é João, é José

É um espinho na mão, é um corte no pé
São as águas de março fechando o verão,

É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho

É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um belo horizonte, é uma febre terçã
São as águas de março fechando o verão

É a promessa de vida no teu coração
pau, pedra, fim, caminhoresto, toco, pouco, sozinho
caco, vidro, vida, sol, noite, morte, laço, anzol

(*) brinquedo com a música Triste é viver na solidão

(**)Tom fez "Águas de Março " no sítio da família em Poço Fundo, Rio de Janeiro, em março de 1972. A propriedade estava passando por uma pequena reforma, que consistia basicamente no reforço de um muro. Chovia muito, e a estradinha que levava ao sítio estava enlameada. Neste ambiente de obra, chuva, e lama, Tom escreveu a letra e a música. No folheto que acompanhou a primeira gravação da música, lançada em um encarte da revista "O Pasquim" em 1972, Tom diz que foi inspirado pelos versos iniciais de Olavo Bilac em "O Caçador de Esmeraldas":

"Foi em março, ao findar das chuvas, quase à entrada
Do outono, quando a terra, em sede requeimada,
Bebera longamente as águas da estação
Que, em bandeira, buscando esmeraldas e prata
À frente dos peões filhos da rude mata

Fernão Dias Paes Leme entrou pelo sertão."

Dia 8 de dezembro de 1930, morria Florbela Espanca

Os versos que te fiz (*)(**)

Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que a minha boca tem pra te dizer!
São talhados em mármore de Paros
Cinzelados por mim pra te oferecer.

Têm dolência de veludos caros,
São como sedas pálidas a arder ...
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos pra te endoidecer !

Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda...
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz!

Amo-te tanto ! E nunca te beijei...
E nesse beijo, Amor, que eu te não dei
Guardo os versos mais lindos que te fiz!

(*) poesia de Florbela Espanca, poeta portuguesa (8 de dezembro de 1894 + 8 de dezembro de 1930)
(**) A homenagem foi feita por Sandra Antoniolli pelos 79 anos morte da mais bela flor do Alentejo...


A imagem que ilustra foi retirada da Internet (desconheço o autor), e mostra a estátua de Florbela Espanca, no Parque dos Poetas, em Vila Viçosa (Alentejo), Portugal

QUERIA...



















QUERIA...


"Queria nem sempre significa passado
Talvez, o imperfeito estado
Em que não se sabe ao certo
Se já se ia, continua ou vai se querer...

Queria, quando se refere ao amor,
É mais um sinal de impotência do que de desejo
É o presente gritando ao passado
O rompimento de algo que não se rompeu.

O ia que se foi
Antes do depois
Que se esperou por vir....

Queria, em alguns casos,
Nem deveria se derivar de verbo
Pois é o estado patético
De não se verbalizar...

Queria é camuflar o querer.
Verbo que nessa hora,
Mais que imperfeito se torna,
Pois não tenho você..." (Rose Felliciano)



*Mantenha a autoria do Poema*

*Imagem utilizada no Poema- desconheço a autoria.


Rose Felliciano


PALHAÇO





Palhaço

Cara esbranquiçada
provoca medo e riso,
cambaleia sem saída
nos enormes sapatos.

Gargalha a freguesia.

Coloridos pingentes
caem dos floreados laços,
dá cambalhotas,
senta e levanta
em desmedida alegria.

Sem borrar a boca vermelha
- aberta de orelha a orelha -.

Cabeleira postiça,
não esconde a careca
só a vida secreta
cheia de provação.

É minúsculo o chapéu,
cruzes negras nos olhos
escondem lágrimas,
só precisa alegrar o povaréu.

Faz rir,
faz chorar,
desperta o sono da criança,
o sonho da infância...

Percebe indiferentes almas,
fareja tristeza,
a inutilidade da fantasia
não engana a doença.

Insistente faz estrepolias,
provoca gargalhadas
desvia, tropeça
bate palmas.
Leva um pontapé
toma bolachada
e cai na solitária coxia.

O show da vida recomeça.





Soninha Porto


 

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