Poemas à flor da pele

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JANINHAMELL
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SOU MULHER

Sou nuvem passageira,
Leve e mansa como brisa
Forte como temporal,
Sonho, amor e quimera
No amor sou verdadeira,
Sou presente, sou total
Sou natureza morta de outono
E uma flor de primavera
Sou beleza de folha caída
A acobertar o chão
Aqui jaz cama estendida
Para um cansado mortal
Sou caricia de mulher fêmea,
Sou amor no coração
Descanso para o desvalido,
Para o amante o desejo
Segurança para o filho,
Consolo para o carente
Sou fonte de energia,
Que eleva qualquer ego
Sou frágil, forte, pequena,
Sou grande, quase potente
Sou cristal, sou diamante,
Sou tudo o que você quiser
Mas de tudo o que eu sou,
Sem querer ser prepotente
Sou um protótipo vivo
De uma pequena grande mulher

BY JANINHAMELL



ONDE ANDA VOCE

nestes momentos em que fico aqui
a pensar em tudo o que passou,
nos momentos que vivemos,
as juras que trocamos,
os planos que fizemos para um futuro juntos...
eu dou-me conta de
como o ser humano é estranho!...
se faz juras,
se faz planos,
se declara amor,
algum sentimento induziu a isso...
Mas então onde foram parar estes sentimentos???
Voce é o homem mais que perfeito,
que toda mulher queria ter em sua vida...
Eu voce dizia ser única,
como nunca encontrou outra igual...
Nós tinhamos uma cumplicidade em tudo,
tudo acontecia e caminhava
para ser para sempre,
então pergunto,
para onde foi o para sempre??
Isso me faz ver que a frase:
"NADA É PARA SEMPRE,
PORQUE PARA SEMPRE,
SEMPRE ACABA"
é a mais pura realidade...
pelo menos em nossas vidas,
perfeitamente destruidas,
sem sabermos o por que?
Ficaram perguntas?... Muitas!..
ficaram vazios?... Muitos!..
ficaram palavras não ditas?...Varias
ficaram decepções?... Demais
ficaram ressentimentos?...Sim...
demasiados e doloridos.
Eu continuei a viver,
voce certamente também...
Sem motivos?... Talvez..
Te amei? Sim demais
Me amou?... Tenho convicção que sim
Mas porque não quiseste lutar
para cumprir os planos
resolver os problemas juntos,
encontrar as soluções?
Porque não tentei
te mostrar que podiamos?
Que nosso amor venceria?
Isso jamais saberei...
mas uma certeza tenho,
Uma coisa estranha marcou nosso fim
algo qualquer tirou voce de mim...
Voce não soube, eu não sei,
mas aconteceu, foi real...
Hoje estamos vivendo? Sim...
mas e o AMOR?
Aquele imenso amor
cumplice, companheiro,
mágico, envolvente,
que nos transportava
ao imortal...
Matamos então
o que era imortal???
deixamos??
abandonamos??
São tantas perguntas
a embalar nossas vidas
Não é mesmo?
Eu estou aqui,
Vou passando, tentando viver
e voce??
Onde anda voce?

Publicado por JANINHAMell em 19/06/2009 às 03h01


VEM SER MEU REI

VEM SER REI E DEITA EM MEU COLO
DEITA NO CORPO QUE A TI PERTENCE
QUERO TE ACOLHER DE TUAS NOITES TRISTES
QUERO COLORIR TUA VIDA, ME DE A CHANCE

VENHA QUE MEUS SEIOS DE MULHER VIVIDA
DE TANTO DESEJO JÁ NÃO CONSEGUEM INCLINAR
AJUSTAM-SE AO DESEJO DE MEU CORPO FELINO
NUM PORTE MATERNO PARA A TI SACIAR

VENHA SEM RECEIO, PUDORES OU DESCONFIANÇA
BUSQUEMOS UM MUNDO PLENO DE BONANZA
VENHA COMIGO E COMO ADOLESCENTES
SEREMOS NESTA VIDA , SONHO E ESPERANÇA

VENHA PARA UM MUNDO REPLETO DE ESPLENDOR
ONDE A MAGIA DE UM AMOR MADURO
TE AGUARDA INTEIRO E CHEIO DE ENCANTOS
PARA TE MOSTRAR OS CAMINHOS DO FUTURO

VENHA COMIGO VENHA SER MEU SOL
EU ILUMINANDO A VIDA SEREI TUA LUA
VEM SER MEU ASTRO, AMIGO, E REI AMANTE
QUE FINALMENTE CHEIA DE MALICIA SEREI TUA

by JANINHAMell

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Às 18:27 em 9 dezembro 2009, Miria Pereyra disse...
OLA MINHA ESTIMADA AMIGA DO CORAÇÃO, EU DEIXEI O MEU COMETÁRIO PARA TODOS VOCÊS QUE PARTICIPARAM DO ENCONTRO E M SAÕ PAULO, VISTO PELAS FOTOS ESVA MUITO BONITO. QUEM SABE NA PRÓXIMA OCASIÃO EU POSSA ESTAR LIVRES DOS EVENTOS PARA PARTICIPAR.
UM ABRAÇÃO AMIGA E MUITO OBRIGADA POR TUDO VÍUUUUUUU!!!!!!!!
Às 9:04 em 28 novembro 2009, Romy disse...

Às 17:53 em 24 outubro 2009, Gilda Miranda Krause disse...
É uma alegria ter você no grupo de prosa! Amei sua participação, fiquei feliz de ver seu sorriso lá! Espero ter sempre essa alegria, que vc possa ler, dar sua opinião, escrever lá, sempre que quiser, fique à vontade! Lindo fim-de semana! Bjks.
Às 0:06 em 22 outubro 2009, Bruno Resende Ramos disse...
Visitando para dar um alô a poeta.
Às 19:38 em 27 setembro 2009, marco paulo ferreira correia disse...

Visit amizade sem limite
Às 23:27 em 24 setembro 2009, maria das graças f rosa disse...

Às 14:09 em 24 agosto 2009, Gilda Miranda Krause disse...
Olá! vim convidar você pra participar do grupo de prosa. Venha conferir e veja como está animada a nossa roda de rposa! Não deixe de dar uma passadinha... puxe umacadeira, e divirta-se! É só clicar no link abaixo!

VAI UMA PROSA AÍ?
Às 11:48 em 23 agosto 2009, marco paulo ferreira correia disse...
http://madeiracyclists.ning.com/


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Sagitariana (*)


Uma sagitariana
Tem ares de grande mulher
Teimosa, ousada
Atrevida...

Atrapalhada
Não se deixa vencer
Pelo cansaço
Não sabe ouvir não...

Vence as lágrimas
Que derrama por tudo
Com um riso no próximo minuto

E quando você pensa que ela
Está arrasada
Ressurge feito uma fênix
Perdidamente apaixonada
Pela vida

(*) Sirlei L. Passolongo
(**) peguei um poema da Sirlei, uma sagitariana, para homenagear estas belas mulheres sagitarianas

Dia 8 de dezembro de 1994, morria Tom Jobim


Triste é viver na solidão (*)

Águas de março (**)


É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol
É peroba do campo, é o nó da madeira

Caingá, candeia, é o MatitaPereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira

É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira

Passarinho na mão, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho

No rosto o desgosto, é um pouco sozinho
É um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto
É um pingo pingando, é uma conta, é um conto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando

É a luz da manhã, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama

É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato, na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão

É a promessa de vida no teu coração
É uma cobra, é um pau, é João, é José

É um espinho na mão, é um corte no pé
São as águas de março fechando o verão,

É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho

É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um belo horizonte, é uma febre terçã
São as águas de março fechando o verão

É a promessa de vida no teu coração
pau, pedra, fim, caminhoresto, toco, pouco, sozinho
caco, vidro, vida, sol, noite, morte, laço, anzol

(*) brinquedo com a música Triste é viver na solidão

(**)Tom fez "Águas de Março " no sítio da família em Poço Fundo, Rio de Janeiro, em março de 1972. A propriedade estava passando por uma pequena reforma, que consistia basicamente no reforço de um muro. Chovia muito, e a estradinha que levava ao sítio estava enlameada. Neste ambiente de obra, chuva, e lama, Tom escreveu a letra e a música. No folheto que acompanhou a primeira gravação da música, lançada em um encarte da revista "O Pasquim" em 1972, Tom diz que foi inspirado pelos versos iniciais de Olavo Bilac em "O Caçador de Esmeraldas":

"Foi em março, ao findar das chuvas, quase à entrada
Do outono, quando a terra, em sede requeimada,
Bebera longamente as águas da estação
Que, em bandeira, buscando esmeraldas e prata
À frente dos peões filhos da rude mata

Fernão Dias Paes Leme entrou pelo sertão."

Dia 8 de dezembro de 1930, morria Florbela Espanca

Os versos que te fiz (*)(**)

Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que a minha boca tem pra te dizer!
São talhados em mármore de Paros
Cinzelados por mim pra te oferecer.

Têm dolência de veludos caros,
São como sedas pálidas a arder ...
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos pra te endoidecer !

Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda...
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz!

Amo-te tanto ! E nunca te beijei...
E nesse beijo, Amor, que eu te não dei
Guardo os versos mais lindos que te fiz!

(*) poesia de Florbela Espanca, poeta portuguesa (8 de dezembro de 1894 + 8 de dezembro de 1930)
(**) A homenagem foi feita por Sandra Antoniolli pelos 79 anos morte da mais bela flor do Alentejo...


A imagem que ilustra foi retirada da Internet (desconheço o autor), e mostra a estátua de Florbela Espanca, no Parque dos Poetas, em Vila Viçosa (Alentejo), Portugal

QUERIA...



















QUERIA...


"Queria nem sempre significa passado
Talvez, o imperfeito estado
Em que não se sabe ao certo
Se já se ia, continua ou vai se querer...

Queria, quando se refere ao amor,
É mais um sinal de impotência do que de desejo
É o presente gritando ao passado
O rompimento de algo que não se rompeu.

O ia que se foi
Antes do depois
Que se esperou por vir....

Queria, em alguns casos,
Nem deveria se derivar de verbo
Pois é o estado patético
De não se verbalizar...

Queria é camuflar o querer.
Verbo que nessa hora,
Mais que imperfeito se torna,
Pois não tenho você..." (Rose Felliciano)



*Mantenha a autoria do Poema*

*Imagem utilizada no Poema- desconheço a autoria.


Rose Felliciano


PALHAÇO





Palhaço

Cara esbranquiçada
provoca medo e riso,
cambaleia sem saída
nos enormes sapatos.

Gargalha a freguesia.

Coloridos pingentes
caem dos floreados laços,
dá cambalhotas,
senta e levanta
em desmedida alegria.

Sem borrar a boca vermelha
- aberta de orelha a orelha -.

Cabeleira postiça,
não esconde a careca
só a vida secreta
cheia de provação.

É minúsculo o chapéu,
cruzes negras nos olhos
escondem lágrimas,
só precisa alegrar o povaréu.

Faz rir,
faz chorar,
desperta o sono da criança,
o sonho da infância...

Percebe indiferentes almas,
fareja tristeza,
a inutilidade da fantasia
não engana a doença.

Insistente faz estrepolias,
provoca gargalhadas
desvia, tropeça
bate palmas.
Leva um pontapé
toma bolachada
e cai na solitária coxia.

O show da vida recomeça.





Soninha Porto


 

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