Poemas à flor da pele

A Poemas é tri!

Jaqueline Serávia
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Oi, amigos poetas Boa noite! Vim convidá-los para compartilharem comigo do meu mais recente motivo de felicidade. Espero poder contar com a presença de todos vocês. E, se possível, ajudem a divulgar. Evoé! Jaqueline Serávia
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Oi, Gilda. Obrigada pelo convite. Custei pra entender como chegar até aqui. Falta de uma boa prosa, da minha parte, confesso. rsrs Aos poucos vou me interando e descobrindo os mecanismos desse sítio. Evoé!
agosto 19
Um convite a postar seus sentimentos também em prosa. Outro formato de expressão literária, que proporciona ao poeta um universo um pouco mais amplo para dizer o que traz no coração. Vamos?
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O Tempo do meu silêncio



O tempo do meu silêncio está faminto
de madrugadas, sons e nostalgias
Há nele um fundo azul
opaco e oblíquo

Faminto me observa
reações, falas, gestos
os olhares, todos
o sorrir complexo

Seu dorso é convergente
encontra-se com o espelho
refletido aqui
a um palmo

Meu silêncio é dissonante
disperso e eloqüente
e seu tempo
faminto e irreverente.

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Às 18:27 em 20 novembro 2009, Chris Herrmann disse...
Jaqueline, querida amiga poeta, que saudades. Espero que esteja tudo bem com você. Como está tudo bem, numa correria de sempre, mas o importante é que estamos com saúde.
Jaque, gostaria de convidá-la para fazer parte da minha nova página de poesia e cultura:
http://chrisherrmann.ning.com/
Gostaria muito de contar com sua presença e Arte por lá. Será um prazer!
Beijos,
Chris
Às 2:26 em 25 setembro 2009, Paulo Frias disse...
Sem problemas. Também gostaria de estar mais presente aqui, inclusive postando novas poesias, mas o tempo anda apertado.
Quando me sobra, escrevo alguma. Estava em férias, as consegui depois de muita insistência, mas agora o dever me chama e, mesmo estando em casa, trabalho ainda um pouco. Mas muito obrigado pela receptividade, pela atenção. Também demoro, às vezes, a responder.
Não é por mal, é a responsabilidade com os compromissos da profissão.
Um abraço e uma ótima sexta-feira.
Às 23:15 em 24 setembro 2009, Walnélia Pederneiras disse...
Foto maravilhosa,Jaqueline!!saudades.
Ano que vem tem mais.
Beijos querida.
Às 20:32 em 24 setembro 2009, Doroty Dimolitsas disse...
Jaqueline boa tarde amiga


A Deusa, Artemis

De natureza agreste
protetora dos bosques e montanhas,
reinou com sua flecha ligeira,

Atinge quem se atrever a
maltratar filhotes, lagos e montanhas.
caçadora bela e veloz, senhora da Ursa, e do Servo

Deusa das artes, da vida e da luz.
somente um ser conseguiu seduzi-la
mas com sua flecha por distração,
feriu-lhe o peito perdendo seu coração.

Em lagrimas lança seu amado no firmamento
e fragmentado é transformado em constelação
como estrela hoje brilha em seu coração.
Dora Dimolitsas
Às 23:04 em 23 setembro 2009, Walnélia Pederneiras disse...
Vamos pra Bento,querida?
bjs e tudo de bom.
Às 11:03 em 20 agosto 2009, Paulo Frias disse...
Seja bem-vinda. Muito bom escrever aqui ouvindo esta música. Lembro-me de Milton Nascimento - aquele que tem voz de anjo. Surje, agora, algo de Leonard Cohen..acho que é dele. Então, vamos nesta amizade! É com muito prazer que te recebo aqui.
Às 17:47 em 19 agosto 2009, Gilda Miranda Krause disse...
Olá! Bem vinda á nossa prosa. Beijoka!
Às 5:15 em 1 agosto 2009, Gilda Miranda Krause disse...
Oi! Vamos prosear? Vim te convidar pra entrar no grupo "VAI UMA PROSA AÍ?" e aumentar a roda da conversa contribuindo com seus textos e comentários. Vamos?
Às 13:15 em 29 julho 2009, Susie Sun disse...


**

Oi Jaqueeeeeeeeeeeeeeeeeeeee !!!

Que legaaaalllll te reeeencontrar em mais este vôo!!!

Seja muito bem vinda e tenha muitos võos criativos!!!

corujemos! rs

Beijokas Floridas

Corujinha!
Às 0:21 em 19 julho 2009, Walnélia Pederneiras disse...
Jaqueline querida,saudades.
Beijos com carinho.
 
 

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Sagitariana (*)


Uma sagitariana
Tem ares de grande mulher
Teimosa, ousada
Atrevida...

Atrapalhada
Não se deixa vencer
Pelo cansaço
Não sabe ouvir não...

Vence as lágrimas
Que derrama por tudo
Com um riso no próximo minuto

E quando você pensa que ela
Está arrasada
Ressurge feito uma fênix
Perdidamente apaixonada
Pela vida

(*) Sirlei L. Passolongo
(**) peguei um poema da Sirlei, uma sagitariana, para homenagear estas belas mulheres sagitarianas

Dia 8 de dezembro de 1994, morria Tom Jobim


Triste é viver na solidão (*)

Águas de março (**)


É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol
É peroba do campo, é o nó da madeira

Caingá, candeia, é o MatitaPereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira

É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira

Passarinho na mão, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho

No rosto o desgosto, é um pouco sozinho
É um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto
É um pingo pingando, é uma conta, é um conto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando

É a luz da manhã, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama

É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato, na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão

É a promessa de vida no teu coração
É uma cobra, é um pau, é João, é José

É um espinho na mão, é um corte no pé
São as águas de março fechando o verão,

É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho

É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um belo horizonte, é uma febre terçã
São as águas de março fechando o verão

É a promessa de vida no teu coração
pau, pedra, fim, caminhoresto, toco, pouco, sozinho
caco, vidro, vida, sol, noite, morte, laço, anzol

(*) brinquedo com a música Triste é viver na solidão

(**)Tom fez "Águas de Março " no sítio da família em Poço Fundo, Rio de Janeiro, em março de 1972. A propriedade estava passando por uma pequena reforma, que consistia basicamente no reforço de um muro. Chovia muito, e a estradinha que levava ao sítio estava enlameada. Neste ambiente de obra, chuva, e lama, Tom escreveu a letra e a música. No folheto que acompanhou a primeira gravação da música, lançada em um encarte da revista "O Pasquim" em 1972, Tom diz que foi inspirado pelos versos iniciais de Olavo Bilac em "O Caçador de Esmeraldas":

"Foi em março, ao findar das chuvas, quase à entrada
Do outono, quando a terra, em sede requeimada,
Bebera longamente as águas da estação
Que, em bandeira, buscando esmeraldas e prata
À frente dos peões filhos da rude mata

Fernão Dias Paes Leme entrou pelo sertão."

Dia 8 de dezembro de 1930, morria Florbela Espanca

Os versos que te fiz (*)(**)

Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que a minha boca tem pra te dizer!
São talhados em mármore de Paros
Cinzelados por mim pra te oferecer.

Têm dolência de veludos caros,
São como sedas pálidas a arder ...
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos pra te endoidecer !

Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda...
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz!

Amo-te tanto ! E nunca te beijei...
E nesse beijo, Amor, que eu te não dei
Guardo os versos mais lindos que te fiz!

(*) poesia de Florbela Espanca, poeta portuguesa (8 de dezembro de 1894 + 8 de dezembro de 1930)
(**) A homenagem foi feita por Sandra Antoniolli pelos 79 anos morte da mais bela flor do Alentejo...


A imagem que ilustra foi retirada da Internet (desconheço o autor), e mostra a estátua de Florbela Espanca, no Parque dos Poetas, em Vila Viçosa (Alentejo), Portugal

QUERIA...



















QUERIA...


"Queria nem sempre significa passado
Talvez, o imperfeito estado
Em que não se sabe ao certo
Se já se ia, continua ou vai se querer...

Queria, quando se refere ao amor,
É mais um sinal de impotência do que de desejo
É o presente gritando ao passado
O rompimento de algo que não se rompeu.

O ia que se foi
Antes do depois
Que se esperou por vir....

Queria, em alguns casos,
Nem deveria se derivar de verbo
Pois é o estado patético
De não se verbalizar...

Queria é camuflar o querer.
Verbo que nessa hora,
Mais que imperfeito se torna,
Pois não tenho você..." (Rose Felliciano)



*Mantenha a autoria do Poema*

*Imagem utilizada no Poema- desconheço a autoria.


Rose Felliciano


PALHAÇO





Palhaço

Cara esbranquiçada
provoca medo e riso,
cambaleia sem saída
nos enormes sapatos.

Gargalha a freguesia.

Coloridos pingentes
caem dos floreados laços,
dá cambalhotas,
senta e levanta
em desmedida alegria.

Sem borrar a boca vermelha
- aberta de orelha a orelha -.

Cabeleira postiça,
não esconde a careca
só a vida secreta
cheia de provação.

É minúsculo o chapéu,
cruzes negras nos olhos
escondem lágrimas,
só precisa alegrar o povaréu.

Faz rir,
faz chorar,
desperta o sono da criança,
o sonho da infância...

Percebe indiferentes almas,
fareja tristeza,
a inutilidade da fantasia
não engana a doença.

Insistente faz estrepolias,
provoca gargalhadas
desvia, tropeça
bate palmas.
Leva um pontapé
toma bolachada
e cai na solitária coxia.

O show da vida recomeça.





Soninha Porto


 

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