Poemas à flor da pele

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LUIZ ALBERTO MACHADO
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LUIZ ALBERTO MACHADO

Luiz Alberto Machado é pernambucano radicado em Alagoas, autor de vários livros publicados de poesia, crônica, contos e infantis. Autor teatral e compositor musical com várias músicas gravadas. Escreve regularmente para jornais e revistas impressas, além de portais, sites e blogs da Internet Edita o Guia de Poesia do Projeto SobreSites e o blog Música, Teatro & Cia, dentre outras páginas. Todo o seu material está reunido na home http://www.luizalbertomachado.com.br
RÁDIO TATARITARITATÁ - Não deixe de curtir minhas canções, frevos & parcerias musicais acessando a Radio Tataritaritata na minha home page www.luizalbertomachado.com.br


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Em 5:42pm on novembro 02, 2009, EtelvinaGonçalves Costa deu para LUIZ ALBERTO MACHADO um presente...
pra vc um laço um abraço carinho tetita
Da Loja de presentes
Às 20:50 em 24 setembro 2009, Doroty Dimolitsas disse...
OLA LUIZ


A Deusa, Artemis

De natureza agreste
protetora dos bosques e montanhas,
reinou com sua flecha ligeira,

Atinge quem se atrever a
maltratar filhotes, lagos e montanhas.
caçadora bela e veloz, senhora da Ursa, e do Servo

Deusa das artes, da vida e da luz.
somente um ser conseguiu seduzi-la
mas com sua flecha por distração,
feriu-lhe o peito perdendo seu coração.

Em lagrimas lança seu amado no firmamento
e fragmentado é transformado em constelação
como estrela hoje brilha em seu coração.
Dora Dimolitsas
Às 16:02 em 24 agosto 2009, Gilda Miranda Krause disse...
Olá! Vim convidar você pra participar do grupo de prosa. Venha conferir e veja como está animada a nossa roda de rposa! Não deixe de dar uma passadinha... puxe umacadeira, e divirta-se! É só clicar no link abaixo!

VAI UMA PROSA AÍ?
Às 15:07 em 23 agosto 2009, Quem é o poeta? disse...
Obrigado pelo seu comentário!
Às 3:19 em 20 agosto 2009, Doroty Dimolitsas disse...
LUIZ TE ENCONTREI NOVAMENTE MEU AMIGO
AGORA PRETENDO VISITAR TODOS OS MEUS AMIGOS NOS SITES
ABRAÇOS DORA
Às 14:33 em 13 agosto 2009, Olimpia Pacheco de Araujo disse...
Olá meu amigo, se eu pudese estaria ovindo v/c dia e noite, fique com o pai. Olimpia.
Às 5:24 em 5 agosto 2009, marylife disse...
AMORES DESCARTAVÉIS

hoje somente hoje quero cantar a minha alma
na calmaria do meu hoje, minha alma chora vazia
sem por que, clama por alguém, por e estar sozinha
hoje nessa madrugada fria e sem coração passa lentamente
sinto-me enganada, desprotegida pelos abraços que ficaram inertes
sangro por dentro onde ninguém possa ver esse sangue quente escorrer
sinto falta de algo talvez de amar e ser realmente amada por igual
onde esta o amor? que caminho seguiu? com quem caminhou?
há se minhas estranhas pudessem me mostrar a saída dessa angustia
se os meus olhos cansados de segurar as lágrimas que teimam rolar
pelas minhas faces, deixar apenas sobressair as adrenalinas do amor
entrar na magia do momento de amar do somente amar
extirpar a dor, de ser enganada por uma falsa ilusão em meio
dessa escuridão febril dividir o que poderia ser meu com varias fantasias
variadas vestidas com vários tipos de tecidos imaginários de curta duração
onde o nada é muito pouco para que vire trapo esfarrapado trocado
a todo o momento. amores descartáveis depositados no monturo dos nossos corações,
ato do posti marylife
Às 3:18 em 1 agosto 2009, Gilda Miranda Krause disse...
Oi! Vamos prosear? Vim te convidar pra entrar no grupo "VAI UMA PROSA AÍ?" e aumentar a roda da conversa contribuindo com seus textos e comentários. Vamos?
Às 11:12 em 20 julho 2009, Ge Fazio disse...
Olá!!
Convido vc a fazer parte de meu grupo de amigos!!!

http://gefazio.ning.com/forum/topics/maratona-de-poemetos

Beijosssssssssss!
Às 18:04 em 9 junho 2009, MORENA POEMA disse...
Linda música, linda letra, parabéns.
 
 

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tecendo arte na rede

Maria Flor da Pele (*)

Maria é uma mulher como outra qualquer. Não foge à regra e tem suas rotinas femininas. Acordar, entrar no banho, tomar um café requentado e passar, rapidamente, margarina na fatia de pão dormido, vestir-se, espremer-se dentro de um ônibus lotado e ir trabalhar. Nos horários de intervalo, corre para aproveitar o tempo. Desvia os olhos das vitrines que liquidam sonhos.
Apesar de cumprir com quase todos os afazeres femininos, Maria foge dos padrões estereotipados de mulher. Por isso, é diferente. Expõe os sentimentos. Não nega que vive equilibrando suas emoções. Fala abertamente de seus desencontros. E se precisar desafia, interroga, enfrenta, chora, berra ou sussurra.
Seu sobrenome é Flor da Pele. Seu hobby é ler e o lazer é participar de saraus. O seu trabalho pode ser a medicina, advocacia, a educação. Seu prazer é fazer poesias. Não para ganhar dinheiro, porque sabe da falta de incentivo para a cultura, mas por paixão. É só ter tempo livre e está teclando com pressa ou escrevendo em um pedaço qualquer de papel versos e rimas.
Essa Maria tem cabelos não muito curtos, ondulados, de cor clara, que prende com uma tiara combinando com a roupa. As suas vestes são um pouco escandalosas, ou melhor, autênticas. É que Maria aprendeu a diferença das palavras e autêntica é uma escandalosa que a gente gosta. Mostra unhas curtas, quase um pouco roídas. Mas sempre pintadas de esmaltes com cores vivas. E ao empinar bem os peitos firmes, afirma, provocando inveja nas outras: “são perfeitos, parecem duas bolas”.
Essa mulher poderosa, charmosa e esbanjando alegria, não resiste a um palco, ainda que não seja exatamente o tradicional. Essa mulher exibida, espetaculosa e que distribui simpatia, sabe declamar muito bem poesias. Essa mulher talentosa e que arranca aplausos, gosta de recitar poesias. E sempre que pode, decora as poesias da comunidade do Orkut “Poemas à Flor da Pele”.
Ela é especial. Poderia ser tantas Marias: Reginas, Helenas, Cristinas, Lúcias... Mas é Maria Flor da Pele, com orgulho. Tanto que anuncia bem alto a sua chegada. Ela é especial. Poderia ser tantas mulheres: indecisas, inseguras, audaciosas, tímidas... Mas é uma mulher que tem poema no seu olhar, no rebolar, no trajar, no perfumar. Com muita vaidade.
Maria Flor da Pele já foi Fernando Pessoa e agradou. É, com frequência Shakespeare, e ouve pedido de bis. É qualquer poeta quando se faz de Estátua Viva nas praças e parques de Porto Alegre, nas ruas de Bento Gonçalves ou praias do Rio de Janeiro.
É Maria por ser um nome quase universal e expressar o sentimento de qualquer mulher. E é Flor da Pele porque é a nova personagem criada pelo ator Marcos Bahrone para se apresentar nos eventos da comunidade “Poemas à Flor da Pele”. Um presente do talentoso Bahrone para as mulheres à flor da pele.
(*) escrito por Márcia Fernanda Peçanha Martins

Saia de saia (*)(**)

Hoje, coloque uma roupa
bem à vontade e saia.
Simplesmente, saia.
Por aí, sem medo.
Desfile como majestade
e convoque toda a laia.
Faça uma gandaia.
Mande até torpedo.
O que vale é se mostrar
com micro ou minissaia.
Vista-se de cobaia.
Escreva o enredo.
Não esconda suas formas
e silencie a vaia.
Fim da maracutaia
do corpo em segredo.
Ninguém tem dono aqui.
E nem lá na praia.
Saia desta tocaia.
Assuste o bruxaredo


(*) Márcia Fernanda Peçanha Martins

(**) Em solidariedade às mulheres que já militaram, militam ou ainda precisarão militar pelo feminismo no país e apoio aos movimentos de protesto contra a selvageria praticada com a estudante da Uniban

Apenas um sonho (*)


Vivendo lado a lado contigo
Andávamos de mãos dadas
E nossas almas apaixonadas
Moravam em si, num abrigo

Colhíamos sorrisos no vento
Sementes de amor e alegria
Com a mesma pena, poesia
Inspirados a todo momento

Num laço lindo, tão perfeito
Rolávamos em nosso leito
Amando-nos, tínhamos paz

Eis que um vento com efeito
Desperta-me; a cena desfaz
Era apenas sonho, nada mais...

(Lena Ferreira)

Dia de Finados, 2 de novembro


Isto é saudade (*)

Não te sentir na sala
a cuidar meus passos,
é ficar sem norte.
Isto é saudade.
Não te ceder à mala
e ajeitar teus espaços,
é falta de sorte.
Isto é saudade.

Não ouvir a tua voz
a acalentar meu rumo,
andar sem suporte.
Isto é saudade.
Não esperar por nós
para escrever o resumo,
é não ter aporte.
Isto é saudade.

Não ter teu carinho
a sussurar sentimentos
é quase um corte.
Isto é saudade.
Não tomar um vinho
com os primeiros ventos
me deixa sem porte.
Isto é saudade.

(*) Márcia Fernanda Peçanha Martins, para o meu irmão que me dói sempre de tanta saudade

Dia de Finados, 2 de novembro

Finados (*)

Eu me lembro da infância...sempre o vento
nesse dia das almas, a silenciar o meu quintal,
flores recolhidas antes de o sol se pôr, atento
cessavam os risos, as vidas saiam do original.

Abraçávamos os colos que nos davam, intrigados
com aqueles olhos que se perdiam num sem-fim,
era um dia solene, separando e dividindo mundos
vivos e mortos se confundiam, tristes, em mim.

Dos cemitérios não sei, não me levavam
mas guardo os cânticos em latim e a cor roxa
e um ritual de velas e orações é que ficaram...

O mesmo vento ainda vêm rondar a minha vida,
das minhas cenas já se foram " almas queridas,
"só hoje entendo, " olhares de vazios'...."

Ana Luiza (coisas de Ana)
 

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