Poemas à flor da pele

A Poemas é tri!

Sandra Almeida
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Um convite a postar seus sentimentos também em prosa. Outro formato de expressão literária, que proporciona ao poeta um universo um pouco mais amplo para dizer o que traz no coração. Vamos?
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Às 9:35 em 10 dezembro 2009, Miria Pereyra disse...
OLA SANDRA QUERIDA BOOOM DIAAA COM MUITAS ENERGIAS BOAS DA POESIA.
EU PASSO AQUI PARA VISITAR MEUS AMIGOS POETAS, ESCRITORES ADMIRADORES DE DIVERSAS ARTES. O MUNDO PRECISA DE MUITAS FORÇAS POÉTICAS E JUNTOS PRECISAMOS SOMAR CADA VEZ MAIS ...
ABRAÇÃO LITERÁRIO!!
Em 1:42am on novembro 19, 2009, Denise Moraes. deu para Sandra Almeida um presente...
Sandra minha amiga, um carinho para você.
Da Loja de presentes
Em 3:00pm on novembro 17, 2009, Luiz Fernando Prôa deu para Sandra Almeida um presente...
Realidade - A internet é nosso palanque! Nossa voz e microfone! LFP
Da Loja de presentes
Às 15:45 em 1 novembro 2009, Gilda Miranda Krause disse...
Olá! Agradeço d+ seu convite e é sempre uma aleria ver vc por lá na minha página. Bjks!
Em 3:15pm on novembro 01, 2009, fátima queiroz deu para Sandra Almeida um presente...
Da Loja de presentes
Às 15:15 em 1 novembro 2009, fátima queiroz disse...
olá, sandraaaaaa
obrigada e bom domingo
bjssss
Às 17:22 em 31 outubro 2009, Basilina Pereira disse...
Me pediram uma definição de amor,para onstar de uma pesquisa. E alguém sabe definir o amor? Então respondi:

O amor é aquele sentimento que nos faz querer cantar, mesmo quando está chovendo, a conta bancária está no vermelho, a máquina de lavar estragou e a empregada faltou sem avisar.

Basilina Pereira
Em 11:56am on outubro 31, 2009, maria Clara Segobia deu para Sandra Almeida um presente...
Sandra Almeida,minha querida. Infelizmente no Congresso não foi possivel conversar contigo como da outra vez. Admiro teu trabalho .Desculpa se não te dei atenção que merecias. Carinhos.
Da Loja de presentes
Às 13:33 em 16 outubro 2009, Chico Araujo disse...
Oi, Sandra. Abri essa brecha no tempo invasivo. Às vezes brigo com a vida / Às vezes ela me dita... Eu busco sempre o eu querido / Ela o cala nos silêncios da lida...

beijodopoetaparceiro
Às 13:27 em 16 outubro 2009, Chico Araujo disse...
Bom dia, parceira. Recebeu sua encomenda de tanto tempo? Fico aguradando seu parecer.


VERSOS EM COSTURA

tu fazes um verso
eu teço um outro
do teu, primeiro, um novo,
meu link - o (uni)verso

nos tecidos entremeados
o espanto o espaço o espelho
és e sou - palavras e desvelo
nas linhas-entre, os sombreados

restos e sobras
o pleno
o vazio

Chico Araujo

beijodopoetaparceiro
 
 

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Sagitariana (*)


Uma sagitariana
Tem ares de grande mulher
Teimosa, ousada
Atrevida...

Atrapalhada
Não se deixa vencer
Pelo cansaço
Não sabe ouvir não...

Vence as lágrimas
Que derrama por tudo
Com um riso no próximo minuto

E quando você pensa que ela
Está arrasada
Ressurge feito uma fênix
Perdidamente apaixonada
Pela vida

(*) Sirlei L. Passolongo
(**) peguei um poema da Sirlei, uma sagitariana, para homenagear estas belas mulheres sagitarianas

Dia 8 de dezembro de 1994, morria Tom Jobim


Triste é viver na solidão (*)

Águas de março (**)


É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol
É peroba do campo, é o nó da madeira

Caingá, candeia, é o MatitaPereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira

É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira

Passarinho na mão, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho

No rosto o desgosto, é um pouco sozinho
É um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto
É um pingo pingando, é uma conta, é um conto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando

É a luz da manhã, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama

É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato, na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão

É a promessa de vida no teu coração
É uma cobra, é um pau, é João, é José

É um espinho na mão, é um corte no pé
São as águas de março fechando o verão,

É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho

É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um belo horizonte, é uma febre terçã
São as águas de março fechando o verão

É a promessa de vida no teu coração
pau, pedra, fim, caminhoresto, toco, pouco, sozinho
caco, vidro, vida, sol, noite, morte, laço, anzol

(*) brinquedo com a música Triste é viver na solidão

(**)Tom fez "Águas de Março " no sítio da família em Poço Fundo, Rio de Janeiro, em março de 1972. A propriedade estava passando por uma pequena reforma, que consistia basicamente no reforço de um muro. Chovia muito, e a estradinha que levava ao sítio estava enlameada. Neste ambiente de obra, chuva, e lama, Tom escreveu a letra e a música. No folheto que acompanhou a primeira gravação da música, lançada em um encarte da revista "O Pasquim" em 1972, Tom diz que foi inspirado pelos versos iniciais de Olavo Bilac em "O Caçador de Esmeraldas":

"Foi em março, ao findar das chuvas, quase à entrada
Do outono, quando a terra, em sede requeimada,
Bebera longamente as águas da estação
Que, em bandeira, buscando esmeraldas e prata
À frente dos peões filhos da rude mata

Fernão Dias Paes Leme entrou pelo sertão."

Dia 8 de dezembro de 1930, morria Florbela Espanca

Os versos que te fiz (*)(**)

Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que a minha boca tem pra te dizer!
São talhados em mármore de Paros
Cinzelados por mim pra te oferecer.

Têm dolência de veludos caros,
São como sedas pálidas a arder ...
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos pra te endoidecer !

Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda...
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz!

Amo-te tanto ! E nunca te beijei...
E nesse beijo, Amor, que eu te não dei
Guardo os versos mais lindos que te fiz!

(*) poesia de Florbela Espanca, poeta portuguesa (8 de dezembro de 1894 + 8 de dezembro de 1930)
(**) A homenagem foi feita por Sandra Antoniolli pelos 79 anos morte da mais bela flor do Alentejo...


A imagem que ilustra foi retirada da Internet (desconheço o autor), e mostra a estátua de Florbela Espanca, no Parque dos Poetas, em Vila Viçosa (Alentejo), Portugal

QUERIA...



















QUERIA...


"Queria nem sempre significa passado
Talvez, o imperfeito estado
Em que não se sabe ao certo
Se já se ia, continua ou vai se querer...

Queria, quando se refere ao amor,
É mais um sinal de impotência do que de desejo
É o presente gritando ao passado
O rompimento de algo que não se rompeu.

O ia que se foi
Antes do depois
Que se esperou por vir....

Queria, em alguns casos,
Nem deveria se derivar de verbo
Pois é o estado patético
De não se verbalizar...

Queria é camuflar o querer.
Verbo que nessa hora,
Mais que imperfeito se torna,
Pois não tenho você..." (Rose Felliciano)



*Mantenha a autoria do Poema*

*Imagem utilizada no Poema- desconheço a autoria.


Rose Felliciano


PALHAÇO





Palhaço

Cara esbranquiçada
provoca medo e riso,
cambaleia sem saída
nos enormes sapatos.

Gargalha a freguesia.

Coloridos pingentes
caem dos floreados laços,
dá cambalhotas,
senta e levanta
em desmedida alegria.

Sem borrar a boca vermelha
- aberta de orelha a orelha -.

Cabeleira postiça,
não esconde a careca
só a vida secreta
cheia de provação.

É minúsculo o chapéu,
cruzes negras nos olhos
escondem lágrimas,
só precisa alegrar o povaréu.

Faz rir,
faz chorar,
desperta o sono da criança,
o sonho da infância...

Percebe indiferentes almas,
fareja tristeza,
a inutilidade da fantasia
não engana a doença.

Insistente faz estrepolias,
provoca gargalhadas
desvia, tropeça
bate palmas.
Leva um pontapé
toma bolachada
e cai na solitária coxia.

O show da vida recomeça.





Soninha Porto


 

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