Olho-te com olhos demorados
Exótico verde
Olhar quente
Lava de vulcão
Abro teus fingimentos
Invado o tecido onde ainda te escondes
Minha língua desce
Escorrega
Cantando em ti
Em minha boca o mapa do
Teu corpo
Passeio entre teus relevos
Teus aromas embriagam-me
Minhas carícias orais inquietam
Abusam
Mordem dentes
Lambe língua
Drena suspiros desesperados
Atiça estrondos
Destempero
Bebo-te no encaixe que se move entre
Tuas coxas
Arrepios secretos roubam-me sorrisos
Linguajares gesticulam
Acenam
Insiro
Rodeio
Subo
Desço
Toco
Rolamos em orais sinfônicos
Risadas de amor
Brincam simultâneas
Fulminam labaredas líquidas
Na varanda horizonte
(Silvia Mendonça)Ah, quantos epílogos podem uma louca poeta
Os pulsos viris apertam em
Segundos secretos
Banhos licores sussurram
Vindos não sei de onde
Dentro
E vem
Vem idílico
Vem quebrando
Vem indomável
Gemidos atrevidos
Gritos
Tudo
Vem vindo
Vindo
Vin... vi... v...
Ah, todos os nossos mil gozos
Nesse gozo imensurável
Vinhos lavam
A música assopra
A maresia acalma.
Pétalas caem sobre nossos corpos
Abraçamos pernas bambas
Amantes até o amanhecer
E juntinhos ficamos...
Para sempre
Você é a melhor mulher a molhar-me, Silvia!
(Ivan Barnabé Sitta*)Fevereiro/2009
* Ivan Barnabé Sitta é músico, criador do R.A.G.A (
Relaxamento com Atmosferas de Guitarra)
MENDONÇA, Silvia - Jazz and Bossa - URL: -http://jazznbossa.ning.com/profiles/blogs/cumplices-1 - 04/10/2009
MENDONÇA, Silvia - Poemas a Flor da Pele - URL: http://poemasaflordapele.ning.com/profile/silviamendonca - 04/10/2009




QUEM SOU?
Escorpião, não me "entrego";
Fênix, ressurjo das cinzas;
Águia, busco alívio nas alturas;
Loba, farejo um predador à distância;
mulher, descendo de Eva:
sei o que é ser expulsa do
"paraíso" por "comer"
da árvore do conhecimento.
Assim, convivo com a bênção e a maldição,
o santo e profano, o real e o mistico,
o amor e ódio, a paixão e a entrega,
o ganho e a perda há milênios.
Pois sou aquela que traz a alma no céu da boca,
na ponta da língua, no canto esquerdo do peito,
onde, por acaso, mora o coração.
Se conheço os "cantos" da mulher, nos dois sentidos,
não foi por mérito, foi por precisão.
Não sei se tenho todos "os ângulos e arestas arredondados", pois ainda me "arranho", tropeço.
E, por esse mesmo motivo, costumo, em meus poemas, deixar um fio solto aqui, outro ali, sem arremate,
para poder recomeçar se for o caso.
Nenhuma obra é pronta e acabada.
Com a minha, não tenho essa pretensão.
Quanto a usar, e abusar, da sensualidade em meus escritos, sem ser vulgar, acredito ser uma mulher bem resolvida sexualmente; sem pudores ou hipocrisia - e me coloco inteira em meus poemas.
Eu os vejo como a um espelho.
Mitológica sereia, aprendi a (en) cantar,
dando ao outro a chance de ceder ou não.
A isso chamo respeito!
Deusa, não cobro trabalhos "hercúleos"
daquele que me deseja.
Apenas amor!
Feiticeira (wicca), não "cozinho" sortilégios em caldeirão nas noites de lua cheia
para ter o que, ou quem, eu quero.
Conquisto com meu charme e beleza naturais.
Pitonisa, não adivinho ou "invento"
acontecimentos para impressionar.
Uso outros métodos, até mais impressionantes.
Não leio o destino das pessoas em borra de café;
nem em conjunções astrais.
A vida é feita de escolhas
- e muda de rumo num piscar de olhos.
A isso chamam Livre Arbítrio,
dom de Deus!

Silvia Mendonça é jornalista,
fotógrafa, escritora, poeta
revisora, produtora.
Antes de tudo, mulher!
Mulher que conta o tempo a partir de então:
viro a ampulheta, deixo que os dias se escoem.
Eu os vivo, é certo, mais como uma obra em desconstrução,
dissolvendo-me, diluindo-me.
"Quem me vê assim cantando, não sabe nada de mim".
Algo tão sem nexo, a procura de um "eu" que eu possa sê-lo.
Vou-me descosturando com o passar dos anos,
sem deixar de coser os furos na manta que mal cobre a minha nudez,
exposta tantas vezes em carne viva em meus poemas.
Se eu fosse uma errante, teria partido;
se eu fosse um trem, estaria atrasada.
Como diz Dom Quixote:
"A mi solo faltó lo que a todos los desdichados sobra (...) No hay memória a quiem el tiempo no acabe, nim dolor que muerte no le consuma".Posso ser encontrada ainda: http://recantodasletras.uol.com/escritores/silviamendonca
http://brasilpoesias.ning.com/profile/SilviaMendonca
http//jazznbossa.ning.com/profile/silviamendonca
http://textolivre.com/autores/silviamendonca
http://poemasaflordapele.ning.com/profile/silviamendonca
http://delasnievedaspet.ning.com/profile/SilviaMendonca
http://www.myspace.com/sapatinhosvermelhos
http://sapatinhosvermelhos2009.blogspot.com/
http://www.orkut.com.br/silviamendonca
http://www.ning.com/silviamendonca62
http://www.facebook.com/profile/silviamendonca

(SAPATINHOS VERMELHOS, de Kelly Smith)Endereços de e-mail:sapatinhosvermelhos2008@hotmail.com
silviammdias@gmail.com

Caixa de Recados (52 comentários)
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bjsssss
gifs e imagens de terceiros sem os devidos créditos pode! gozado, né???
deixei 2 poesias visuais no grupo sobre prosa e passaram a tesoura! a solange, lembra dela? cortou!!!
poesia visual não pode ser prosa? poesia???
fui rasgar meu certificado de letras!!!!!!
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