Poemas à flor da pele

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gladis cleonice veloso deble
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gladis cleonice veloso deble adicionou uma postagem no blog
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gladis cleonice veloso deble adicionou uma postagem no blog
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Que beleza guria !!!Eu vou prá lá com certeza. Quero estar ao teu ladinho nesta hora !!! QQue alegria meu Deus...
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escrevo

Festa dos Sentidos

Vivendo em outra existência este espírito curioso
tecia linhos e lãs,envolvia toda aldeia em tramas de tecelã...
Amassou barro, sovou argila, fez urnas,vasos, panelas.
Cariátides para janelas, sendo oleira e artesã.

Quando viveu no oriente foi escrava dançarina
entre véus, pandeiros, snujs,honrando o sagrado feminino
Com uma espada na cabeça vivia de dança do ventre.
Já foi uma índia na América, vivia sem usar roupas
colhia frutas no mato, amizade com as onças,
pingente de sementinhas tinha um cocar de plumagens
presente dos passarinhos...

Na China dos velhos tempos era filha de agricultor
sempre os pezinhos de molho numa lavoura de arroz
quando cresceu fez papel com restos de rede e bambú
Ideogramas caprichados e gravuras em nanquim
Hoje passado algum tempo conservo um pouco de tudo
texturas e urdiduras são festa para o meu tato...
esculturas,terracota,barro cozido,alguma forma insistente
.Da dança ficou um som, bem marcado ,ritmado
o gosto por instrumentos exóticose tecidos transparentes

Da selva um cheiro de mato,ficou também grande amor
além da fauna e da flora da natureza o sabor...
Da chinesa o pé pequeno, mão hábil para rabiscar
alguns ofícios de escriba e mania de poetar.

Fotos de gladis cleonice veloso deble

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Blog de Gladis cleonice veloso deble

gladis cleonice veloso deble

Aquela guria

O som melodioso
da caixinha de música
é um convite
direto aos devaneios.

Passo creme nas pernas
coloco uma meia
resolvo pelo vestido
de bolinha vermelha.

Escovo as madeixas
sorrio para imagem
que surge no espelho.
Eu só queria saber
onde foi parar aquela guria?!!

Desconfio que substituída
por esse clone, alguma coisa
entre a filha do meio
e a minha tia...
GLADIS DEBLE
BAGÉ / RS

Postado em 19 novembro 2009 às 16:36 ‚Äî

gladis cleonice veloso deble

Manta e luva

Camuflada na floresta
arrisquei um atalho
perdida a clareira,
capa e capuz úmidos de orvalho
percorro a trilha escolhida...

Orquestrada pelos pássaros
sigo os sinais sonoros desta aventura
em notas de trinado musical.

Terra molhada, úmus, folhas tenras,
é gaia que reage após tanta geada
renova a vida na seiva vegetal.

Confabulando com os seres do arvoredo
visto a serenidade do bosque
a me envolver como manta e luva
que teço entre os dedos...

Da linha verde mesclada
vem um brilho a luzir
é só… Continuar

Postado em 17 novembro 2009 às 22:30 ‚Äî

gladis cleonice veloso deble



Continuar

Postado em 2 agosto 2009 às 17:47 ‚Äî

gladis cleonice veloso deble

Tecendo

Madrugada gelada
enrola-se na manta
aquela senhora
e tece de luz um bordado
com fio de luar.
A linha ela trama
faíscas brilham
no fluído espiral
de pó das estrelas.
Construído en versos
ao pé da lareira.
O lume que emprega
e conserva enrolado em novelo
no brilho do olhar
pegou por descuido
de uma estrela cadente
que saiu do lugar.

Postado em 21 julho 2009 às 13:34 ‚Äî

gladis cleonice veloso deble

Euzinha


Eu rastejando já fui
pálida lagarta.
Eka!
Haja paciência
para virar crisálida
Eta!
Um dia saio voando
e viro borboleta!

Postado em 22 junho 2009 às 20:10 ‚Äî

Caixa de Recados (22 comentários)

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Em 12:29pm on novembro 27, 2009, soninha porto deu para gladis cleonice veloso deble um presente...
Eu me sinto iluminada com vocês do meu lado, te amooooooooooooo! Quero saber do lançamento em Bagé, eu vouuu!
Da Loja de presentes
Em 5:57pm on novembro 10, 2009, vania viana deu para gladis cleonice veloso deble um presente...
Um beijão pra vc minha querida Gladis, saudade de seu sorriso, que vi por tão pouco tempo... beijão
Da Loja de presentes
Às 13:42 em 8 novembro 2009, Marco Araujo disse...
Seja benvinda!
Marco Araujo
Em 11:58am on novembro 03, 2009, Gilda Miranda Krause deu para gladis cleonice veloso deble um presente...
Se está com saudades, d~e uma passada por lá e deixe um daqueles textos maravilhosos! Beijoka!
Da Loja de presentes
Em 8:38pm on outubro 24, 2009, mirna ms cardoso deu para gladis cleonice veloso deble um presente...
Amigos para sempre! bj de luz
Da Loja de presentes
Às 13:59 em 30 setembro 2009, mirna ms cardoso disse...
bonitas do orkut

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MILUZ
Às 19:40 em 27 setembro 2009, marco paulo ferreira correia disse...

Visit amizade sem limite
Às 0:01 em 16 setembro 2009, Branca Tirollo disse...
Ola querida. Obrigada por ser amiga.
Seja bem vinda! Entra lá no "Saco Cheio"
Estamos numa prosa boa... e pretendo publicar um OBSEQUIO.
Abraços meus
Às 8:15 em 2 setembro 2009, Pedro Alves Fernandes disse...
Quem eu sou…

Um viajante pelo caminho primordial, com a sabedoria de um bom peregrino, na percepção espiritual e na placidez da comunicação.
Esta minha religiosidade tem a sua filosofia!
Pela eficiência na afirmação determinada do Sentido das palavras, pelo poder do consciente...
Sou por vezes hostil ao que me rodeia, obtenho a liberação e renuncio-me a qualquer condenação, ressentimento contra quem quer que seja.




«Sou aquele,
Que nele abre a janela,
Entre a alma e o coração,
No papel descreve o mundo dele,
Abrindo as asas á emoção...»
Às 8:14 em 2 setembro 2009, Pedro Alves Fernandes disse...
Os poetas são honestos nas suas paixões e na formosura de sentir e recitar…
O seu ágil olhar selvagem tem a forma de possuir. O que os impede de fugir às ofensivas e avanços políticos que os pretendem banir.
O Poeta é núbil a resistir ao assédio incessante da obstinação do seu corpo, porque tem a relutância em possuir o que quer que seja com a alma da tolice imaginativa…
Os Poetas não assinalam nem crêem em milagres antigos, presentes ou inesperados …
Não aceitam actos de altruísmo subversivos, a superstição e a discrepância…
 
 

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tecendo arte na rede

Maria Flor da Pele (*)

Maria é uma mulher como outra qualquer. Não foge à regra e tem suas rotinas femininas. Acordar, entrar no banho, tomar um café requentado e passar, rapidamente, margarina na fatia de pão dormido, vestir-se, espremer-se dentro de um ônibus lotado e ir trabalhar. Nos horários de intervalo, corre para aproveitar o tempo. Desvia os olhos das vitrines que liquidam sonhos.
Apesar de cumprir com quase todos os afazeres femininos, Maria foge dos padrões estereotipados de mulher. Por isso, é diferente. Expõe os sentimentos. Não nega que vive equilibrando suas emoções. Fala abertamente de seus desencontros. E se precisar desafia, interroga, enfrenta, chora, berra ou sussurra.
Seu sobrenome é Flor da Pele. Seu hobby é ler e o lazer é participar de saraus. O seu trabalho pode ser a medicina, advocacia, a educação. Seu prazer é fazer poesias. Não para ganhar dinheiro, porque sabe da falta de incentivo para a cultura, mas por paixão. É só ter tempo livre e está teclando com pressa ou escrevendo em um pedaço qualquer de papel versos e rimas.
Essa Maria tem cabelos não muito curtos, ondulados, de cor clara, que prende com uma tiara combinando com a roupa. As suas vestes são um pouco escandalosas, ou melhor, autênticas. É que Maria aprendeu a diferença das palavras e autêntica é uma escandalosa que a gente gosta. Mostra unhas curtas, quase um pouco roídas. Mas sempre pintadas de esmaltes com cores vivas. E ao empinar bem os peitos firmes, afirma, provocando inveja nas outras: “são perfeitos, parecem duas bolas”.
Essa mulher poderosa, charmosa e esbanjando alegria, não resiste a um palco, ainda que não seja exatamente o tradicional. Essa mulher exibida, espetaculosa e que distribui simpatia, sabe declamar muito bem poesias. Essa mulher talentosa e que arranca aplausos, gosta de recitar poesias. E sempre que pode, decora as poesias da comunidade do Orkut “Poemas à Flor da Pele”.
Ela é especial. Poderia ser tantas Marias: Reginas, Helenas, Cristinas, Lúcias... Mas é Maria Flor da Pele, com orgulho. Tanto que anuncia bem alto a sua chegada. Ela é especial. Poderia ser tantas mulheres: indecisas, inseguras, audaciosas, tímidas... Mas é uma mulher que tem poema no seu olhar, no rebolar, no trajar, no perfumar. Com muita vaidade.
Maria Flor da Pele já foi Fernando Pessoa e agradou. É, com frequência Shakespeare, e ouve pedido de bis. É qualquer poeta quando se faz de Estátua Viva nas praças e parques de Porto Alegre, nas ruas de Bento Gonçalves ou praias do Rio de Janeiro.
É Maria por ser um nome quase universal e expressar o sentimento de qualquer mulher. E é Flor da Pele porque é a nova personagem criada pelo ator Marcos Bahrone para se apresentar nos eventos da comunidade “Poemas à Flor da Pele”. Um presente do talentoso Bahrone para as mulheres à flor da pele.
(*) escrito por Márcia Fernanda Peçanha Martins

Saia de saia (*)(**)

Hoje, coloque uma roupa
bem à vontade e saia.
Simplesmente, saia.
Por aí, sem medo.
Desfile como majestade
e convoque toda a laia.
Faça uma gandaia.
Mande até torpedo.
O que vale é se mostrar
com micro ou minissaia.
Vista-se de cobaia.
Escreva o enredo.
Não esconda suas formas
e silencie a vaia.
Fim da maracutaia
do corpo em segredo.
Ninguém tem dono aqui.
E nem lá na praia.
Saia desta tocaia.
Assuste o bruxaredo


(*) Márcia Fernanda Peçanha Martins

(**) Em solidariedade às mulheres que já militaram, militam ou ainda precisarão militar pelo feminismo no país e apoio aos movimentos de protesto contra a selvageria praticada com a estudante da Uniban

Apenas um sonho (*)


Vivendo lado a lado contigo
Andávamos de mãos dadas
E nossas almas apaixonadas
Moravam em si, num abrigo

Colhíamos sorrisos no vento
Sementes de amor e alegria
Com a mesma pena, poesia
Inspirados a todo momento

Num laço lindo, tão perfeito
Rolávamos em nosso leito
Amando-nos, tínhamos paz

Eis que um vento com efeito
Desperta-me; a cena desfaz
Era apenas sonho, nada mais...

(Lena Ferreira)

Dia de Finados, 2 de novembro


Isto é saudade (*)

Não te sentir na sala
a cuidar meus passos,
é ficar sem norte.
Isto é saudade.
Não te ceder à mala
e ajeitar teus espaços,
é falta de sorte.
Isto é saudade.

Não ouvir a tua voz
a acalentar meu rumo,
andar sem suporte.
Isto é saudade.
Não esperar por nós
para escrever o resumo,
é não ter aporte.
Isto é saudade.

Não ter teu carinho
a sussurar sentimentos
é quase um corte.
Isto é saudade.
Não tomar um vinho
com os primeiros ventos
me deixa sem porte.
Isto é saudade.

(*) Márcia Fernanda Peçanha Martins, para o meu irmão que me dói sempre de tanta saudade

Dia de Finados, 2 de novembro

Finados (*)

Eu me lembro da infância...sempre o vento
nesse dia das almas, a silenciar o meu quintal,
flores recolhidas antes de o sol se pôr, atento
cessavam os risos, as vidas saiam do original.

Abraçávamos os colos que nos davam, intrigados
com aqueles olhos que se perdiam num sem-fim,
era um dia solene, separando e dividindo mundos
vivos e mortos se confundiam, tristes, em mim.

Dos cemitérios não sei, não me levavam
mas guardo os cânticos em latim e a cor roxa
e um ritual de velas e orações é que ficaram...

O mesmo vento ainda vêm rondar a minha vida,
das minhas cenas já se foram " almas queridas,
"só hoje entendo, " olhares de vazios'...."

Ana Luiza (coisas de Ana)
 

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