Poemas à flor da pele

A Poemas é tri!


Uma afeição – A POESIA


A leitura é um gosto antigo, vem de uma encantada Biblioteca lá nos anos 60/70 em Salvaterra (Marajó - Pará) ,na escola que estudava, era um lugar pequeno, uma sala simples com prateleiras de madeira, mas cheinha daquilo que eu gostava: OS LIVROS...
Perdia-me por lá sempre e tinha a chance levar emprestado muitos para casa e fazia isso rotineiramente. Tinha uma infância muito bacana, muita praia, muita brincadeira de roda após o jantar a luz da lua e das estrelas, aventurava-me na “bike” pelas ruas de Salvaterra, Farol, enfim. Mas reservava várias horas do meu dia para a viagem pelos livros. Muito prazeroso. Lembro-me de ter lido uma coleção inteira de Monteiro Lobato, “O sítio do Pica-pau Amarelo”, sem gravuras, uma velha, antiga edição, mas as imagens não faziam de fato falta, se eu tinha a minha fértil imaginação... Li e reli muito aqueles livros, grande e inesquecível memória essa.
Hoje leio bastante, mas logo moçinha gostei também de escrever, desafogava as dúvidas e inseguranças, questionamentos da adolescência nas cartas para mim, e na maioria escritas para Deus, para Jesus, coisas da menina-moça religiosa que fui. Hoje, afcionei-me por Poesia, Florbela Espanca é minha preferida. Estudo pesquiso treino, exercito inúmeros estilos, contabilizo a métrica, o silabar poético, descubro os meandros de cada estilo, as peculiaridades, e vou me aventurando. Busco dizer na poesia o que sinto, e encontro também o sentido das coisas. Desabafo ao leitor, faço viagens inusitadas, encontro-me na poesia. Ousada que sou, aventuro-me nos contos, na prosa e nas crônicas, o gosto pela leitura despertou um outro: o da escrita. Por hora, nenhum livro palpável, quem sabe depois, mais uma publicação virtual muito rica, diversificada.
É uma cachaça, saudável...
Posso me descrever uma afeiçoada por poesias.
Uma viciada em versos, rimas e suas decorrências. Declarada Entusiasta.
Aproveito para colocar aqui, alguns dos sites onde publico minhas criações, intervenções no mundo infinito e encantador da escrita/leitura.
Visitem: Não me renderá créditos ($). Apenas a alegria da partilha, do conviver literário.

Recanto das Letras:
http://recantodasletras.uol.com.br/autores/anezinha

Domínio Cultural
http://www.dominiocultural.com/

Poemas a flor da pele
http://poemasaflordapele.ning.com/profile/RoseaneSuelyPintoMarquesF...

Arte Restrita
http://arterestrita.ning.com/profile/Roseane

Luso Poemas
http://www.luso-poemas.net/modules/news/index.php?uid=3952

O essencial é invisível aos olhos – meu BLOG
http://anezinha-oessencialinvisvelaosolhos.blogspot.com/

Poética Digital
http://poeticadigital.ning.com/profile/RoseaneSuelyPintoMarquesFerr...

Letras Dispersas
http://www.letrasdispersas.com/meustextos.aspx


Encanto das Letras – Criação em Exercício (aqui exercitamos temas proposto pelo grupo)
http://encantodasletras.50webs.com/hino.htm


Fórum do Recanto das letras - Laboratório de criações coletivas – Poetrix (aqui diversas interações dos Poetas sobre Poetrix e suas variações)
http://recantodasletras.uol.com.br/forum/index.php?board=44.0


Fórum do Recanto – Laboratório de criações coletivas “Poesia ON - line”
http://recantodasletras.uol.com.br/forum/index.php?board=40.0


...e por ai vai muita criação coletiva, exercício mesmo...

Escolha um e faça a sua viagem no meu universo poético...

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tecendo arte na rede

Maria Flor da Pele (*)

Maria é uma mulher como outra qualquer. Não foge à regra e tem suas rotinas femininas. Acordar, entrar no banho, tomar um café requentado e passar, rapidamente, margarina na fatia de pão dormido, vestir-se, espremer-se dentro de um ônibus lotado e ir trabalhar. Nos horários de intervalo, corre para aproveitar o tempo. Desvia os olhos das vitrines que liquidam sonhos.
Apesar de cumprir com quase todos os afazeres femininos, Maria foge dos padrões estereotipados de mulher. Por isso, é diferente. Expõe os sentimentos. Não nega que vive equilibrando suas emoções. Fala abertamente de seus desencontros. E se precisar desafia, interroga, enfrenta, chora, berra ou sussurra.
Seu sobrenome é Flor da Pele. Seu hobby é ler e o lazer é participar de saraus. O seu trabalho pode ser a medicina, advocacia, a educação. Seu prazer é fazer poesias. Não para ganhar dinheiro, porque sabe da falta de incentivo para a cultura, mas por paixão. É só ter tempo livre e está teclando com pressa ou escrevendo em um pedaço qualquer de papel versos e rimas.
Essa Maria tem cabelos não muito curtos, ondulados, de cor clara, que prende com uma tiara combinando com a roupa. As suas vestes são um pouco escandalosas, ou melhor, autênticas. É que Maria aprendeu a diferença das palavras e autêntica é uma escandalosa que a gente gosta. Mostra unhas curtas, quase um pouco roídas. Mas sempre pintadas de esmaltes com cores vivas. E ao empinar bem os peitos firmes, afirma, provocando inveja nas outras: “são perfeitos, parecem duas bolas”.
Essa mulher poderosa, charmosa e esbanjando alegria, não resiste a um palco, ainda que não seja exatamente o tradicional. Essa mulher exibida, espetaculosa e que distribui simpatia, sabe declamar muito bem poesias. Essa mulher talentosa e que arranca aplausos, gosta de recitar poesias. E sempre que pode, decora as poesias da comunidade do Orkut “Poemas à Flor da Pele”.
Ela é especial. Poderia ser tantas Marias: Reginas, Helenas, Cristinas, Lúcias... Mas é Maria Flor da Pele, com orgulho. Tanto que anuncia bem alto a sua chegada. Ela é especial. Poderia ser tantas mulheres: indecisas, inseguras, audaciosas, tímidas... Mas é uma mulher que tem poema no seu olhar, no rebolar, no trajar, no perfumar. Com muita vaidade.
Maria Flor da Pele já foi Fernando Pessoa e agradou. É, com frequência Shakespeare, e ouve pedido de bis. É qualquer poeta quando se faz de Estátua Viva nas praças e parques de Porto Alegre, nas ruas de Bento Gonçalves ou praias do Rio de Janeiro.
É Maria por ser um nome quase universal e expressar o sentimento de qualquer mulher. E é Flor da Pele porque é a nova personagem criada pelo ator Marcos Bahrone para se apresentar nos eventos da comunidade “Poemas à Flor da Pele”. Um presente do talentoso Bahrone para as mulheres à flor da pele.
(*) escrito por Márcia Fernanda Peçanha Martins

Saia de saia (*)(**)

Hoje, coloque uma roupa
bem à vontade e saia.
Simplesmente, saia.
Por aí, sem medo.
Desfile como majestade
e convoque toda a laia.
Faça uma gandaia.
Mande até torpedo.
O que vale é se mostrar
com micro ou minissaia.
Vista-se de cobaia.
Escreva o enredo.
Não esconda suas formas
e silencie a vaia.
Fim da maracutaia
do corpo em segredo.
Ninguém tem dono aqui.
E nem lá na praia.
Saia desta tocaia.
Assuste o bruxaredo


(*) Márcia Fernanda Peçanha Martins

(**) Em solidariedade às mulheres que já militaram, militam ou ainda precisarão militar pelo feminismo no país e apoio aos movimentos de protesto contra a selvageria praticada com a estudante da Uniban

Apenas um sonho (*)


Vivendo lado a lado contigo
Andávamos de mãos dadas
E nossas almas apaixonadas
Moravam em si, num abrigo

Colhíamos sorrisos no vento
Sementes de amor e alegria
Com a mesma pena, poesia
Inspirados a todo momento

Num laço lindo, tão perfeito
Rolávamos em nosso leito
Amando-nos, tínhamos paz

Eis que um vento com efeito
Desperta-me; a cena desfaz
Era apenas sonho, nada mais...

(Lena Ferreira)

Dia de Finados, 2 de novembro


Isto é saudade (*)

Não te sentir na sala
a cuidar meus passos,
é ficar sem norte.
Isto é saudade.
Não te ceder à mala
e ajeitar teus espaços,
é falta de sorte.
Isto é saudade.

Não ouvir a tua voz
a acalentar meu rumo,
andar sem suporte.
Isto é saudade.
Não esperar por nós
para escrever o resumo,
é não ter aporte.
Isto é saudade.

Não ter teu carinho
a sussurar sentimentos
é quase um corte.
Isto é saudade.
Não tomar um vinho
com os primeiros ventos
me deixa sem porte.
Isto é saudade.

(*) Márcia Fernanda Peçanha Martins, para o meu irmão que me dói sempre de tanta saudade

Dia de Finados, 2 de novembro

Finados (*)

Eu me lembro da infância...sempre o vento
nesse dia das almas, a silenciar o meu quintal,
flores recolhidas antes de o sol se pôr, atento
cessavam os risos, as vidas saiam do original.

Abraçávamos os colos que nos davam, intrigados
com aqueles olhos que se perdiam num sem-fim,
era um dia solene, separando e dividindo mundos
vivos e mortos se confundiam, tristes, em mim.

Dos cemitérios não sei, não me levavam
mas guardo os cânticos em latim e a cor roxa
e um ritual de velas e orações é que ficaram...

O mesmo vento ainda vêm rondar a minha vida,
das minhas cenas já se foram " almas queridas,
"só hoje entendo, " olhares de vazios'...."

Ana Luiza (coisas de Ana)

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